O progresso empresarial se revela também pela distribuição de lucros aos empregados, e no Paraná essa prática evoluiu em relação ao ano passado, com tendência de aumentar no exercício de 2006. Os números são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. É também dessa instituição a informação de que o nível de emprego, no Estado, cresceu 3,95% no primeiro semestre deste ano, em comparação com 2005. O maior volume (cerca de 70%) é das cidades do interior. Esses indicadores são insuspeitos, porque o Dieese não é uma instituição política, que vise propaganda institucional. Os setores que mais empregaram, pela ordem, foram os de produtos alimentícios e bebidas, agricultura, hotéis e restaurantes, comércio varejista, construção civil, transporte e comunicação, ensino, indústrias têxteis e de vestuário e comércio atacadista. Também esses números são maiores que os do ano passado, e há que atentar para o fato de que a população também aumentou no período, especificamente dos jovens que chegam aos 16 anos e aos que vão entrando aos 18, portanto emergindo para a busca de trabalho. A notícia é boa, sabendo-se que só São Paulo e Minas Gerais superaram o Paraná, na proporção. Com respeito à participação nos lucros das empresas, os acordos celebrados em 2005 beneficiaram 70 mil empregados, no Paraná, totalizando R$ 140 milhões, ou R$ 2 mil por pessoa. Um volume expressivo de dinheiro adicional que entrou no bolso do trabalhador e, por extensão, no meio circulante, decuplicando-se ao fazer seu giro. É por caminhos como estes que a economia se robustece e gera mais riqueza. Embora os salários ainda sejam baixos para a maioria dos trabalhadores, o sistema de distribuir lucros é um reforço para a economia, e, mais que isso, uma alentadora mudança de mentalidade, que irá se solidificando e criando tradição. Por ora essa distribuição está sendo feita principalmente pelas grandes empresas, mas está ocorrendo também nas de porte médio. Não há obrigatoriedade de pagar essa bonificação, mas as empresas que o fazem usufruem de benefícios fiscais. E também ganham em qualidade dos produtos e serviços e em produtividade, porque os empregados passam a trabalhar mais motivados e buscam a maior lucratividade da empresa, pois também eles lucram. Os benefícios seriam ainda maiores se, somando-se a esse salutar empurrão da iniciativa privada, o Governo (afora alguns incentivos que já dá) diminuísse os encargos sociais sobre o salário e o elevado peso dos impostos sobre as fontes produtoras. Os desajustes socioeconômicos do Brasil terão conserto se o Governo cooperar com a cadeia produtiva e não for apenas um espoliador dela pela pesadíssima carga tributária.

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