As cidades precisam preservar as suas árvores em uma rede de cuidados que deve envolver poder público e sociedade. São muitas as razões para que as prefeituras se preocupem com a arborização da área urbana, pois ela é fundamental na qualidade de vida dos moradores.

As árvores urbanas ajudam na regulação térmica, na qualidade do ar, no destino das águas pluviais, servem de refúgio e alimentos para pássaros e insetos e até mesmo na valorização dos imóveis.

Em Londrina, a população está sendo convidada a opinar sobre o projeto de lei nº 139/2025, que institui o Cadastro Municipal de Árvores Imunes ao Corte. A proposta objetiva identificar, proteger e divulgar informações acerca de exemplares que apresentem características especiais, como raridade, antiguidade, beleza cênica e relevância histórica, paisagística, ecológica ou científica.

Pelo projeto, que incluiu a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) como responsável pelo cadastro das árvores, será proibido o corte e poda drástica a não ser em situações específicas de risco à segurança pública ou à saúde.

A ideia é que todas as árvores incluídas nesse cadastro apresentem uma placa informando a espécie, nome científico, família e origem, como a já presente no antigo pau-brasil que fica na Praça da Bandeira, região central.

A nível federal, o Novo Código Florestal estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação nativa no Brasil, definindo espécies resguardadas por lei. Entre elas, estão a peroba-rosa, castanheira, seringueira, o jacarandá-da-bahia, pau-brasil, mogno e jatobá.

Entre os deveres da secretaria, se o Cadastro for instituído, está a realização de vistorias técnicas para a avaliação dos exemplares arbóreos e a emissão de pareceres técnicos para a declaração de imunidade ao corte, além da disponibilização, no Portal da Transparência e site oficial do município, da lista atualizada das árvores protegidas, com localização, espécie, características relevantes e data de inclusão.

Qualquer cidadão, entidade da sociedade civil ou órgão público poderá solicitar a inclusão de um novo exemplar no cadastro, mediante requerimento fundamentado e acompanhado de documentação técnica.

Ao abrir esse debate e convidar a população a participar, Londrina dá um passo importante para consolidar uma política pública que reconhece as árvores como patrimônio coletivo, e não como obstáculos ao crescimento urbano. O Cadastro Municipal de Árvores Imunes ao Corte pode se tornar um instrumento de educação ambiental, transparência e corresponsabilidade, estimulando o cuidado permanente com exemplares que contam a história da cidade e ajudam a projetar um futuro mais sustentável.

Proteger árvores é proteger pessoas e o meio ambiente, cuidar da paisagem urbana e pensar na qualidade de vida das próximas gerações.

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