Mais do que esporte: ponte para a vida
O basquete representa um passaporte para uma vida mais independente para as jogadoras da Seleção Brasileira Especial. Através do esporte, elas ampliam a convivência social, desenvolvem o cognitivo e tornam-se mais desenvoltas nas atividades cotidianas.
Tatiane Aparecida Gomes de Freitas, 20 anos, conta que começou a jogar aos 14 anos. O esporte para ela é uma ponte para a vida social. Eu gosto muito porque faço amigas. No meu bairro não tenho nenhum amigo, conta.
O trabalho com uma equipe especial é longo, segundo o técnico Edson Martinussi. Ele afirma que as meninas levam mais tempo para memorizar a sequência pedagógica do basquete (passe, lance livre, bandeja, arremesso e drible). Outros atletas levam um mês para aprender a técnica da bandeja, mas as meninas do time especial levam até sete meses.
Os resultados, no entanto, ficam muito próximos de uma equipe sem limitações. O objetivo das competições mundiais entre portadores de deficiência, é, segundo Martinussi, justamente mostrar para a sociedade o potencial destas pessoas para o esporte e promover a inclusão social.
Para facilitar a integração social, Martinussi afirma que procura promover partidas com equipes de jogadoras sem limitações, através de jogos na Liga Londrinense de Basquetebol e em clubes. O último jogo da equipe de basquete especial em Londrina, antes das atletas seguirem para Portugal, foi contra a equipe feminina de basquete da Associação Recreativa e Esportiva de Londrina (Arel) uma equipe com jogadoras que não possuem deficiência.





