Mais cinema, uma expectativa para 2010
O lazer tem que fazer parte do cotidiano da vida de qualquer pessoa mas é inevitável que durante as férias a falta de opções de cultura e diversão em Londrina fique mais óbvia. Talvez porque, com as crianças fora da escola, os pais se preocupem em proporcionar passeios e programas que driblem o tédio. E na hora de sair de casa, as escolhas são poucas.
É lamentável que uma cidade do porte de Londrina tenha tão poucas salas de cinema para exibição de filmes comerciais - e todas localizadas num mesmo local. Sem concorrência, resta ao respeitável público enfrentar filas e pagar ingressos que tornam o acesso aos filmes um luxo que poucos podem bancar.
Sim, há as promoções do meio da semana. Mas aí, se o preço se torna atrativo, as filas desanimam. E claro, há também a meia entrada. Mas quem não é mais aluno descobre que uma ida ao cinema pode se tornar um pequeno rombo no orçamento mensal. Principalmente se não for sozinho, e quiser comer alguma guloseima enquanto vê o filme.
Que falta fazem mais salas de cinema na cidade! Sejam lá quais forem os motivos que fizeram fechar os cinemas do Centro, já passa da hora de se investir em novos locais. Quem mora fora da Zona Sul não deveria ter que atravessar a cidade para ver o último ''blockbuster''.
Cinema deveria ser o tipo de lazer acessível a todos, e com opções para vários gostos e idades. Quem curte a magia da telona sabe que um bom filme pode salvar um dia difícil, ensinar uma lição inesquecível ou funcionar como uma catarse que nos leve às lágrimas ou nos deixe com a barriga doendo de tanto rir.
Por causa disso tudo, muita gente comemorou a notícia de que este ano novas salas de exibição serão reabertas em um shopping no Centro da cidade. Embora essa mesma notícia já tenha sido ventilada no ano passado - e nada aconteceu.
Além disso, a plateia olha esperançosa para o shopping no Marco Zero, que já anunciou salas de cinema, e ainda para o terreno na Zona Norte, onde a promessa de outro shopping também traz a possibilidade de diversão na grande tela mágica.
Até lá, é esperar. Sem pipoca, nem guaraná.





