Mães são participantes do projeto
''A maioria das famílias é estruturada, mas existem aquelas crianças que vivem em risco social. Por isso, procuramos estimular a educação, disciplina e a cidadania nos alunos'', argumenta Rogério de Azevedo Palma, ressaltando a participação de muitas mães no projeto. ''Temos um grupo de 22 mães que são nossas assistentes. Ajudam a fazer tudo, desde limpeza até maquiagem. É grande a solidariedade para com todos os alunos, para com as famílias e há um grande espírito colaborativo entre elas'', elogia.
Zenaide Gonçalves da Silva, uma das mães, diz que as aulas de balé deram mais disciplina a sua filha. ''Depois que ela entrou no projeto, o seu comportamento melhorou muito em casa e na escola.'' Simone Torres, mãe de uma das bailarinas, acrescenta: ''O projeto deu uma chance às nossas crianças e elas estão se esforçando para que ele deslanche'', afirma Simone Torres, mãe de uma das bailarinas.
A aluna Miriam Angélica Bruniera, 22 anos, está prestes a se formar em educação física e pretende auxiliar o projeto com os conhecimentos adquiridos na faculdade. ''Quero aprender tudo o que puder com a nossa professora e me aperfeiçoar para dar continuidade ao projeto.'' Para Miriam, a Musicarte está ajudando muitas crianças carentes a realizarem o sonho da dança. ''Portas estão se abrindo e futuras revelações estão sendo descobertas. Mas ainda precisamos de muito incentivo para não deixar o projeto terminar.''
A iniciativa está atraindo pessoas de fora da cidade. Três alunos da oficina de balé viajam do distrito de Congonhas para Cornélio Procópio para estudar dança. Um deles, Giovani Jurandir Constante, 10 anos, ainda sofre com o preconceito de amigos e parentes por ter escolhido o balé. ''No começo, meus irmãos não gostavam e faziam brincadeiras comigo, mas hoje não ligam mais. Meus pais sempre me apoiaram e minha mãe vem comigo em todas as aulas'', revela o pequeno bailarino. Seu sonho é tornar-se profissional. M.G.





