Mães controlam a brincadeira
Os filhos da advogada Ana Célia Pagnan, 37, só jogam videogame sob supervisão dos pais. Adriano, 10, e Rafael, 8, gostam da violência do GTA, mas foram proibidos de jogar. Eles gostam de tudo que tem guerra, armas e terror, contou a mãe.
Ela impõe limites para o horário da brincadeira. As crianças jogam no máximo 40 minutos. Segundo Ana Célia, os próprios filhos se cansam dos jogos após algum tempo. Eles preferem brincar de outras coisas, disse.
A preocupação da advogada com relação aos games se relaciona à fantasia. Através dos jogos, eles passam a acreditar que são poderosos, que não vão se machucar. Além disso, repetem alguns comportamentos das personagens que a mãe desaprova, como arrotar alto, por exemplo.
A comerciante Fátima Gomes Nunes Mazzo, 40, só exige que os filhos Bruno, 16, e Vítor Antônio, 10, tenham bom desempenho escolar antes de jogaram videogames. Depois das atividades da escola, eu libero, contou, acrescentando que os garotos preferem jogar no computador. Segundo ela, os filhos chegam a ficar quatro horas diárias envolvidos com a brincadeira. Alguns games são violentos, mas a preferência deles é por RPG e títulos de aventura.
A comerciante não se preocupa com as conseqüências do videogame para a vida dos dois. Conversamos bastante e sempre comentamos quando o jogo é violento. Como os próprios meninos preferem games interativos, não fico preocupada, disse. Vítor confirma as afirmações da mãe. Gosto mais de ação e aventura. Jogo alguns games de guerra por causa das estratégias, revelou. (C.A.)





