Curitiba ''Adolescentes são todos iguais'', afirmou a gerente de banco, Maria da Penha Socher, ao lembrar que na época de sua adolescência também passou por uma fase de fixação pelo telefone. ''Acho que é normal. Todos passam por isso, mas é preciso impor limites'', pondera.
A filha de 13 anos, Karen Luíza Ramos Socher, já aprendeu a conviver com as regras. ''A conta aqui em casa não pode ultrapassar os R$ 100,00'', afirma a adolescente. ''Se ela ultrapassar a cota mensal, acaba sendo penalizada em outra coisa que queira comprar, como uma roupa ou um calçado'', complementa Maria da Penha.
Um fato recente entre os familiares deixou Karen mais apreensiva com os gastos com o telefone. Uma das tias bloqueou o telefone, depois de receber uma fatura de mais de R$ 700,00. O vilão da história, responsável pela conta astronômica, foi o primo de 17 anos. ''Minha irmã ficou transtornada. Chegou a quebrar o aparelho. Acho que eu também ficaria'', comentou Maria da Penha.
Não adianta. Ao telefone, a moçada se empolga e acaba esticando a conversa. O repertório é quase sempre o mesmo, com algumas variáveis. ''A gente fala sobre a prova que foi difícil, sobre as meninas da sala, os guris e família'', revela Karen. Os pais de Karen até hoje nunca chegaram a adotar medidas mais drásticas, como bloquear a linha telefônica. ''Quando fico muito tempo no telefone, minha mãe já começa: 'Karen tá na hora de fazer a lição. Olha a conta'.''

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