Madre Paulina é a primeira santa do Brasil
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de maio de 2002
Agência Estado 
Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, que se chamava Amabile Lucia Visintainer quando chegou a Santa Catarina em 1875, com um grupo de imigrantes italianos vindos de Trento, é a primeira santa do Brasil. Ela está sendo canonizada, na manhã deste domingo, por João Paulo II, no Vaticano, durante missa que se inicia às 10 horas (5 horas, no horário de Brasília), juntamente com mais quatro beatos.
O presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso, viajaram a Roma para assistirem à cerimônia. Centenas de brasileiros, entre os quais a superiora geral e 104 freiras das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, congregação que Madre Paulina fundou, acompanharão a celebração agitando bandeirinhas verde-amarelas. Esta é a 44ª cerimônia de canonização que João Paulo II faz em seu pontificado, com a proclamação de um total de 461 novos santos.
Em Nova Trento, cidade catarinense onde a santa iniciou sua obra, milhares de peregrinos rezarão no santuário de Vígolo, bairro que os pais de Amabile e outros imigrantes batizaram com esse nome em homenagem a Vigolo Vattaro, a aldeia vizinha de Trento, ao pé dos Alpes, de onde saíram para tentar a sorte no Brasil. Vigolo Vattaro transformou em casa de oração o sobrado em que Madre Paulina nasceu.
O cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, celebrará missa às 16 horas na capela da Casa Geral da Congregação das Irmãzinhas, na Avenida Nazaré, 470, no Ipiranga, onde os restos mortais da primeira santa brasileira estão guardados numa urna. Madre Paulina morreu ali em 9 de julho de 1942.


