Se quando você pensa em exportação paranaense, lembra apenas de produtos do agronegócio e da indústria pesada, é melhor ler a seção de Economia de hoje da Folha de Londrina. A pauta de exportações do Estado é muito mais diversificada do que os itens tradicionais, como soja, carnes, automóveis, autopeças, madeira e papel.
É certo que a agropecuária domina as vendas para o estrangeiro. O complexo soja teve 36% de participação nas exportações totais do Estado de janeiro a agosto deste ano e o complexo carnes, 17,1%. Mas o Paraná vem ampliando o volume de itens de produtos exportados. De janeiro a agosto de 2014 foram 2.845 contabilizados, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Em 2015, esse número subiu para 2.977 itens. E as pequenas e médias empresas têm contribuído muito para essa nova conjuntura, com os chamados itens não convencionais.
Você sabia que o Paraná vende para outros países produtos como ceroulas, relógios de ponto e de controle de acesso, biquínis, rolhas de plástico e varas de pescar?
Esses artigos incomuns têm destinos muito variados. O Paraná exporta fios de cabelo para Israel; cimento para obturação dentária para países como Japão, Estados Unidos, Emirados Árabes, Alemanha e Canadá; estopins e rastilhos de segurança, cordeis detonantes e detonadores elétricos para Argentina, Peru, Angola, Estados Unidos, Paraguai e Cuba; bonecos de corda para o Paraguai e Portugal; artigos e equipamentos para tênis de mesa para Paraguai e Angola; bolas infláveis para o Paraguai, Alemanha, Guiné e Japão; e iscas artificiais para pesca esportiva para Japão, Venezuela e Argentina. A maioria é enviada ao exterior por contêiner.
A exportação desse conjunto inusitado representou 9,26% das exportações e gerou uma receita de US$ 949,8 milhões de janeiro a agosto de 2015. Em valor financeiro, houve um crescimento de 38,4% em relação ao mesmo período de 2014. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. E as vendas estão crescendo. Nos primeiros oito meses do ano, houve um aumento de 36% em relógios de ponto, para US$ 32,6 mil, e de 247% nas vendas de estopins e rastilhos de segurança, cordeis detonantes e detonadores elétricos, para US$ 10,27 milhões.
É certo que o mercado internacional tem demandado produtos variáveis em um mercado cada vez mais globalizado. Mas é preciso reconhecer nesse contexto a criatividade e o espírito empreendedor dos pequenos e médios empresários, que precisam de apoio para continuarem cruzando as fronteiras do País. Programas de desburocratização e de inovação são bem recebidos.

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