Maciel recua e PFL sonda Bornhausen
Brasília - O vice-presidente da República, Marco Maciel, foi dramático na resposta negativa ao convite para disputar a Presidência da República pelo PFL. Pelo amor de Deus, me tirem desta, disse Maciel assim que o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM), vice-líder do partido, levou a ele o apelo de um grupo de pefelistas. O vice disse ainda que se aceitasse o convite, logo diriam que ele estaria sendo usado para atrapalhar a candidatura de outro partido, principalmente a do senador José Serra (SP), do PSDB.
Com a recusa de Maciel, o grupo de parlamentares do PFL que deseja a candidatura própria à Presidência vai sondar o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do partido, para ver se ele aceita disputar a Presidência. Bornhausen tem mais de quatro anos de senador pela frente e, caso venha a se candidatar, não terá prejuízos eleitorais. Ao contrário de Maciel, que deseja disputar uma vaga para senador, com a eleição praticamente garantida. Sacrificar-se numa disputa presidencial sem condições de vitória o deixaria sem mandato por quatro anos.
A candidatura própria do PFL voltou a ser cogitada ontem, durante reunião da Executiva nacional do partido. Na pesquisa interna que Jorge Bornhausen fez com os deputados, senadores, governadores e prefeitos de capitais, 40% disseram preferir que o partido tenha um candidato; outros 60% manifestaram-se por não lançar ninguém.
As articulações a favor do candidato próprio têm dois objetivos: primeiro, manter o PFL na mídia e não entregar parte do tempo do horário gratuito no rádio e na televisão aos outros partidos, entre eles o PSDB e o PT; segundo, tentar manter a unidade partidária.
Alguns pensadores do PFL, como o deputado Roberto Brant (MG), acham que sem um candidato que unifique o partido, deputados e senadores poderão migrar para outras legendas assim que tomarem posse. Sabem que ofertas boas não vão faltar.





