RIO - O vice-presidente da República Marco Maciel descartou ontem no Rio a possibilidade de o governo negociar a suspensão da privatização da Vale do Rio Doce em troca de apoio à emenda da reeleição. Terça-feira, o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), disse que se o presidente garantisse que não privatizará a Vale e ‘‘pedisse a aprovação da reeleição, grande parte dos que estão nesse movimento pagaria o preço’’. ‘‘Eu desconheço essa proposta’’, rebateu Maciel. Ele garantiu que ‘‘o governo não tem motivo para alterar o programa de privatização, que está sendo executado com êxito e foi referendado nas urnas pela população’’.
O vice-presidente disse que o programa de privatização é projeto do Executivo, enquanto a reeleição ‘‘foi proposta no Legislativo, será debatida, aprovada e promulgada pelo Congresso’’.
Segundo Maciel, ‘‘pela sua própria conduta política e formação intelectual, o presidente recorrerá ao diálogo, mas o governo não abrirá mão das reformas’’. Para ele, a reeleição e a privatização da Vale são igualmente importantes, mas ‘‘são coisas diferentes, que não se excluem e nem podem ser confundidas’’.
Marco Maciel também não acredita que a bancada ruralista venha a obstar a reeleição, e disse que o aumento do ITR (Imposto Territorial Rural) deverá ser aprovado pelo Congresso.’’
O vice-presidente participou ontem da abertura de Seminário sobre Globalização, no Rio.

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