A luta por melhor salário deve ser constante, pois não há outro caminho para se alcançar conquistas nesse campo. Porque, ressalvadas algumas nações mais avançadas e, isoladamente, empresas mais conscientizadas, a folha de pagamento do pessoal é considerada um ônus, quando deveria ser vista como um aspecto benéfico, por favorecer pessoas e propiciar que elas passem a adquirir mais bens e consumir mais, por via de melhores ganhos. O Dia do Trabalho que hoje se celebra em todo o mundo é marcado por manifestações e reivindicações públicas, e assim deve ser, mas a busca de melhor paga pelo trabalho deveria ser um procedimento normal de trabalhadores e patrões, assim como o empenho de toda a sociedade para a abertura de mais vagas, e, dessa forma, aumentar a riqueza e propiciar que todos desfrutem dela. Não se encontrou melhor forma de dinamizar a economia senão pela virtude do trabalho e pela justa remuneração. Pessoas ocupadas com uma atividade útil, segundo suas aptidões e condições físicas, e recebendo um ganho, serão certamente mais felizes, com maior auto-estima e menos propensas aos vícios da ociosidade indesejada. Há uma impulsão natural do indivíduo para o trabalho, e a grande maioria o faz com satisfação, embora as muitas atividades árduas e perigosas, e um ganho compensador robustece essa disposição. Governo e empresas deveriam ser os principais estimuladores do emprego, porque um cidadão empregado é um consumidor e, por extensão, um ativador da economia. Na esteira dessa salutar roda viva mais se abre o campo do trabalho, e assim mais o comércio vende, mais as fábricas são acionadas a produzir, mais os fornecedores de matéria-prima são requisitados, mais o Governo arrecada em impostos e mais obras públicas realiza, gerando bem-estar aos cidadãos e também oferecendo mais empregos. Dessa forma a fortuna faz o seu giro, numa contínua ação em cadeia, cujo resultado é a explosão desenvolvimentista. Uma nação se enfraquece se o Governo busca elevar a receita por via de mais impostos, quando deveria favorecer o aumento do fluxo de negócios e assim aumentar a arrecadação por via dessa dinâmica. Esta seria também uma medida de desoneração do peso tributário, que sufoca as empresas e as inibe de assumir mais compromissos na folha salarial. A diminuição dos encargos sobre o salário propiciaria ao empregador mais saldo em caixa, para investimentos e expansão, e, por um procesos natural, mais abertura de vagas de trabalho. Deputados e senadores, que são os reformuladores de leis e normas, precisam ser acionados para a mudança desses sistemas estranguladores da economia, porque empregos não irão acontecer se as políticas governamentais e os arrochos continuarem dessa forma.

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