O racismo faz parte da rotina no Brasil há mais de 500 anos. O problema é histórico, mas ainda hoje as ações práticas de combate ao preconceito não fazem parte da agenda prioritária das instituições governamentais. Por isso, é importante que o poder público promova parcerias com a sociedade, por meio de escolas, e a polícia, por exemplo, para fomentar uma prática de percepção do racismo e, assim, abrir caminhos para atuar diretamente no enfrentamento dele.

Essa é a linha de raciocínio e de trabalho seguida pela procuradora de Justiça Maria Bernadete Martins de Azevedo Figueiroa, que coordena o Grupo de Trabalho (GT) de Racismo do Ministério Público (MP) de Pernambuco. Ela argumenta que é necessário elevar o combate ao racismo ao status de prioridade institucional. Para isso, o investimento em educação, na opinião dela, é primordial, uma vez que leis federais já garantem a inclusão de aulas da história e da cultura afrobrasileira e indígena no currículo dos ensinos fundamental e médio.

''Para vencer o racismo é preciso ter foco na educação porque as mudanças acontecem a partir de cada município, através das escolas. Os gestores precisam se apropriar do conteúdo e da prática de uma nova educação, com capacitação continuada dos professores e obtenção de material didático adequado, fazendo com que essas leis sejam efetivamente cumpridas'', defende Maria Bernadete, que esteve na quinta-feira em Londrina para participar do encontro ''Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial'', promovido pela Secretaria Municipal de Gestão de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.


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