Informa o presidente do Banestado que se busca um sócio de peso, o Banco de Boston, para depurar a Leasing e torná-la eficaz, depois do festival de irresponsabilidades lá havidos e que continuam impunes para os grandes, ainda que apenas atingindo os ‘‘bagrinhos’’, alguns até de relativo porte.
Outros informes indicam, no entanto, que o objetivo, como aliás decorrente de um modelo nacional, haja vista para o que ocorrerá com Banespa e com o Nossa Caixa, é acertar um ajuste com organização internacional para que se incumba de suprir aquilo que há de mais vulnerável no banco público: gestão política, os juros subsidiados para clientes especiais, a vista grossa para os inadimplentes amigos do trono, enfim a marmelada costumeira e de rotina, isso sem falar naquele aspecto mais abrangente, o de produzir moeda.
É visível que a administração profissional é quase impossível onde predomina a mediação política (isso está no cerne dos bilhões de créditos em liquidação em todo o sistema), razão pela qual os deputados em maioria querem o banco exatamente como sempre funcionou, inclusive em favor dos parlamentares inadimplentes, pois o ‘‘distanciamento’’ nessas situações é um delírio.
As aberrações da Leasing ‘‘vazaram’’, ganharam a opinião pública e o próprio Garcia Cid, bem no seu estilo, estranhou, certa vez, que o responsável não assumisse o que fez. Enfim, houve a traição do marido e este, para vingar-se, reparar a inominável a afronta, trocou de lugar o sofá que acolheu a transa.
O que se procura ocultar agora será transformado em fato político na campanha eleitoral e com fartíssima documentação, sem falar no vigor das cartas anônimas e dos documentos apócrifos. De qualquer forma, o que deveria ser claro e meridianamente transparente caminha do translúcido para o opaco.
BIZARRICEA busca de um sócio (possivelmente o Banco de Boston) para a Leasing deu margem à intensificação das paranóias sobre privatização e venda do Banestado, pós saneamento federal. Um bancário com a calma de um faquir, já habituado com o jejum, fez um comentário à inglesa: ‘‘antes isso do que negociar com um sócio de bosta!’’ Aliás, devedores sacanas lembram isso.
AXIOMAAusteridade não dá prestígio: Mário Covas demitiu mais de 130 mil servidores estaduais, privatizou e se ajustou e vai mal nas pesquisas. O governador mais popular do Brasil é Maguito Vilela, de Goiás, Estado que precisaria de três anos de receita para pagar a sua dívida.
SUSPENSELerner gosta de suspense: levou tempo para anunciar o Polloni para a Agricultura, demorou mais ainda para decidir sua entrada no PFL e muito mais para acertar os empréstimos. Ontem, no ‘‘Bom Dia, Paranᒒ, anunciou mais uma montadora, sem dizer qual é, quando acerta e em que lugar se instala.
Lerner precisa aprender com Hitchcok, cujo filme ‘‘Um Corpo que Cai’’ foi dias atrás apresentado na tv. Um corpo que está caindo é o dele: de 70 pontos, que detinha, desceu para 55. Vertigem para ninguém botar defeito.
SPRAY Depois da efabulação do rato, da anta e da perua para domesticar o trânsito, mais um bicho bizarro entra em cena: tiriva com direito de multar.- Algaci Túlio teve a sua votação de deputado reduzida à metade quando aceitou o papel de mediador de uma alta do IPTU. Foge do assunto como o diabo da cruz. Vai sobrar pro National Kid, o prefeito, que cai do ranking se não fizer algo para conter a revolta geral.- Causa da elevação do tributo e endurecimento da fiscalização com uma só origem: o ‘‘furo’’ deixado por Rafael Greca que obrigou Cássio, inclusive, a pedir uma antecipação de receita.- Cássio baixou os dispêndios em propaganda, em ôba ôba artístico-promocional e parte para medidas mais duras sem falar nas ‘‘terceirizações’’ com organizações sociais.- PMDB pelo jeito quer a volta do regime da censura: pretende questionar no TRE o direito de alguém colocar o placar dos que votaram contra o Paraná na Boca Maldita, tal qual se fez com as ‘‘diretas jᒒ, que tanto beneficiaram a oposição e abriram caminho para a tomada do poder. É típico do fascismo negar aos outros o direito de fazer aquilo que nos beneficiou. Pela força ou pelo artifício jurídico.- Flexibilização (contrato temporário de trabalho) é apenas a ‘‘pontinha’’ ou a ‘‘cabecinha’’, como argumentam alguns mais irados, de um esquema que começa por aí e termina com o fim dos 30% das férias, a supressão do 13º, o fim da licença maternidade. Para os patrões, tudo! Para o operário, sabugo! É o que os mais pessimistas estão imaginando. Urge rugir. FOLCLORE Mesmo com o clima de possível tragédia com a erupção do vulcão, já se sabe que no norte da Itália, cultores da idiossincrasia com os meridionais, vão grafitar nos muros como sempre: ‘‘Forza, Etna!’’ Vejam que até os nazistas do movimento ‘‘o sul é meu país’’ jamais fariam isso com nordestinos, a favor da estiagem, como aqueles com as enchentes por aqui. Podem até pensar, mas nem dizem e muito menos escrevem.
REFLEXÃO Ecologistas nada dizem quando um invasor de terra destrói área de preservação e chamam a polícia, só faltando convocar a Esquadra Americana, diante dos que entraram na Estrada do Colono. Também nada disseram quando a demagogia permitiu a ocupação por 5 mil famílias das áreas de preservação permanente de Curitiba e que asseguram suprimento de água.
CROMO Anchieta não virou santo porque escreveu os versos na praia, mas como lembrar dele diante do padre-show de Matinhos?

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