Luiz Geraldo Mazza
Vamos acreditar (afinal o homem vive mais de fantasia do que de realidade) que o Giovani Gionédis, o ex-mais poderoso homem do lernerismo, é candidato a governador. Como faz falta o Teolino Mendonça nesse páreo! Afinal essa figura, que andou por Maringá e acabou aterrissando na capital, era uma espécie de parâmetro das possibilidades ofertadas pela democracia. Como o Teolino é bem menos cotado do que o Gionédis, até porque não tem recursos para tanto, abre-se a possibilidade de um candidato-surpresa e que está amarrado na guerra da Copel, embora tenha contribuído e muito para as desestatizações, inclusive no comprometimento das ações da empresa de energia em vários lances.
Dias atrás abri aqui a listagem daqueles que poderiam encarnar o ''novo'' na sucessão e os limitei ao senador Osmar Dias e a Ângelo Vanhoni na oposição, e a Cassio Taniguchi no situacionismo. Nem o Rubens Bueno (que, como o Ciro Gomes, vai depender da boa vontade do Martinez, do PTB, senão o tempo do PPS vai para o espaço) aí aparece e não por ser grisalho, mas por aparentar versão diferenciada, um simulacro, de Alvaro Dias.
Em Gionédis nada há de novo, ainda que de velho ele tenha pouco. Mas como mostrou papel relevante na eleição de Cassio, que Lerner quase pôs a perder, desconfia-se que está colocando a legenda em favor da causa. Supõe-se também que o afastamento da dupla-chave na campanha prefeitural Gionédis-David Campos, do Palácio Iguaçu, deu-se porque eles foram decisivos na orientação de impedir que o governador aparecesse nos programas de tevê que jogariam Cassio nas vizinhanças do inferno, da mesma forma que influiu para que o pleito se decidisse num segundo turno.
Se Cassio não sair candidato, a postulação do ex-secretário passa a valer, seja para a disputa ou a montagem de alianças.





