Luiz Geraldo Mazza
Ocorreu o que a oposição ardentemente desejava: uma queda apreciável nas intenções de voto de Cassio Taniguchi e uma elevação em favor de Ângelo Vanhoni e mais discreta de Maurício Requião. Leitura dessa tabulação de Ibope e Datafolha: o candidato majoritário, até aqui com 51% dos votos válidos e ainda podendo ganhar no primeiro turno, sofreu com as críticas do IPTU, da segurança, enfim das carências da Capital e entrou em queda vertiginosa.
O lado mais contundente disso tudo foi o retorno à taxa de rejeição em seu patamar mais elevado o de 25%, que nada tem de desprezível. Ao contrário: recomenda identificação rápida das causas e mobilização urgente do receituário para estancá-la. O governo acha que com a presença na rua (e ele detém mais soldados para esse arrastão, uma infantaria com efetivo de 6 mil) para o corpo-a-corpo final assegura, com a mobilização do último dia, condições não apenas para reverter a queda como para subir mais 4 pontos.
A barra começou a esquentar. O PT tentou na Justiça a apreensão do semanário Hora H que trouxe na capa o rosto do Vanhoni e o título Ele ajudou a quebrar o Banestado, fazendo referência a um acerto entre o candidato do PT e o banco oficial. Obviamente a matéria dá uma dimensão exagerada a um episódio menor, porém extremamente revelador quanto às práticas, muito comuns, entre a clientela parlamentar (da qual é mais difícil procurar a exceção do que a regra nessas relações comprometedoras) e o estabelecimento oficial. O que mostraria, segundo aquele jornal, a postura falsa do deputado como um cruzado da causa da manutenção do banco e praticante de atos que estão na raiz da sua quebra: excesso de tráfico de influência, inadimplência empurrada com a barriga, composições perniciosas com os devedores.
O drama do staff de Vanhoni é o de que será indispensável responder esse tipo de afirmação e provocação, ainda que sabendo que a postura beligerante derruba as intenções de voto que favoreciam o mais pacífico e palatável de todos os postulantes. Outra cutucada foi a exibição dos deputados Vanhoni e Caíto Quintana tomando chimarrão no acampamento do MST. Curitibano tem horror do basismo sob qualquer roupagem e, da mesma forma que esconde Lula, o PT não tem interesse em revelar essas alianças menos metabolizáveis.
BIZARRICE





