Luiz Geraldo Mazza
Ontem o secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, foi ao Tribunal de Contas e entregou os relatórios dos exercícios de quatro anos do ParanaCidade ao presidente daquela Corte, conselheiro Quielse Crisóstomo. Com isso o bate-boca inútil, ócio nervoso, que estava sendo travado é suspenso.
Mas se as contas já foram aprovadas pelo Legislativo a troco de que o seu apêndice, que se acredita com poderes judicantes, insistiu tanto na exigência de fiscalizá-las? Da mesma forma se o governo nada tinha a esconder, embora sabendo da inocuidade dessas quedas-de-braço entre a Assembléia e o TC, por que permitiu o alongamento da discussão, das cenas de bravatas das duas instituições, o que também o desgasta.
É pura tolice buscar racionalidade nas encenações políticas sejam essas do campanário, sempre com um tom de opereta bufa, ou as nacionais do confronto burlesco entre Itamar Franco e FHC, esse digno de um mafuá. O Tribunal tinha entrado com uma ação direta de inconstitucionalidade e isso pesava como a espada de Dâmocles contida no espaço por uma crina de cavalo e sob a cabeça do governo que já está com bronca demais no Judiciário em função das rapinagens havidas (e segundo algumas fontes continuam ocorrendo) no Banestado.





