Insiste-se em proclamar a criatividade dos nossos homens públicos, em especial o grupo vinculado a Jaime Lerner. Para muitos, menos afeitos à lavagem cerebral sistemática, Lerner e sua equipe se constituem num repertório esgotado. É pelo menos o que se diz.
No governo atual há ideações importantes como as propostas na área de habitação (‘‘Vilas Rurais’’ e projetos variados) e também na questão da atração dos grandes investimentos. Na oposição tivemos, como destaque, a CPI dos Precatórios e o papel nela desempenhado pelo senador Requião. Pergunta-se: por que essa energia e esse talento não são drenados para a campanha eleitoral em andamento, paupérrima no item criatividade.
Até para as ‘‘baixarias’’, inevitáveis no processo político, a imaginação é pouco criadora, a não ser que os dois lados estejam guardando munição para a reta final da campanha. Não se trata do aspecto da propaganda, que até merece boa nota, e, sim, na absoluta ausência de idéias. O debate sobre o metrô, que poderia ser algo inteligente, oscila entre o delírio do elevado ao longo das estruturais e a frugalidade da proposta oficial de implantá-lo apenas ao longo da ‘‘avenida’’ da BR-116 no trecho Pinheirinho-Atuba. Como diria o filósofo Algaci Túlio ‘‘ profundamente lamentável’’.






BIZARRICE

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