Luiz Geraldo Mazza
No começo a oposição abominava, com irracionalidade, os números do Ibope ou do Datafolha e chegou até a contratar o Instituto Galbas Milléo para checá-las com o maior rigor. Desde o derradeiro do Datafolha e o mais recente de ontem do Ibope, ela já começa a sorrir. Antes se o fizesse poder-se-ia concluir que se tratava de sequela de derrame, aquele ritus, simulacro de riso, na face.
O anseio do conjunto da oposição é levar a disputa para o segundo turno e está apenas a uma distância de 13 pontos desse objetivo. Se a queda de Cassio for mantida no ritmo atual, o segundo turno está garantido. Pelo quadro de ontem, o oposicionista, que tem o programa mais parecido com o oficial, é que está faturando: o PT pasteurizado das classes médias. Já Maurício Requião, quanto mais quente se apresenta nas críticas, mais esfria na tabela.
Pelo jeito, o Partido dos Trabalhadores, desde que se mantenha light, segura a posição, mas se passar a dar apoio a manifestações de massa como as dos sem-terra e a prometida da Polícia Militar dança gloriosamente e faz o Cassio subir outra vez. Há um setor que vai exigir isso, acreditando que essa é a vocação do partido, conquanto não conste que o Lula pretenda aparecer na invasão da fazenda do presidente FHC em Minas Gerais.
Até agora não se pode falar, a rigor, em baixaria no pleito majoritário, o que, no entanto, é a marca registrada da campanha de vereadores. Com os fatos de ontem os demiúrgos da política, ou pelo menos tidos como tal, vão ser certamente convocados. Uma empulhação a mais num desfile de mediocridade.





