LUIZ GERALDO MAZZA
Ao fazer 31 contra 30 de Requião, em sondagens anteriores, a oposição dizia que Cassio Taniguchi estava próximo do teto. Daí vieram outros resultados na base de 42, 44, 48, 51, e agora 57, e a sentença persistiu: é o teto!
O último DataFolha, o de domingo, deu 57 para o prefeito. Como a margem de erro é de 4 pontos, pode estar com 53, que já é maioria absoluta, ou até com 61, configuração extrema do massacre. O pior de tudo, para a oposição, é que o eleitorado curitibano rejeita ataque e hostilidade e quem o faz acaba caindo. Cassio já esteve com 25 pontos de rejeição e hoje está com o menor de todos, 15 pontos. Forte e Vanhoni, que fazem campanha soft, estão com 25 e Maurício Requião, que tenta parecer o regra 3 do mano mais velho, aparece com 33. Eduardo, o irmão do meio, está com 35. O Jamil, que agora deu até para convocar o Collor nas suas proclamações, está com 37, dois a mais do atribuído ao postulante do PSTU, o descompromisso com a realidade.
Enquanto a oposição torce para que Cassio encontre o seu teto, mais se percebe que o que lhe falta é tato. Ontem, no programa eleitoral, ao tentar desmoralizar o Plano 2000 (implantar mil quilômetros de asfalto), o prefeito mostrou contribuintes chorando porque o pavimento é ruim e caro. Com aquele choro não seria preciso desmoralizar o antipó: as lágrimas acabariam, desde logo, com a poeira da rua, sem precisar da matéria-prima da Sanepar. Talvez o choro seja apenas um treinamento para o que está por vir e uma profecia.
Será possível que inexista uma denúncia séria contra o burgomestre, ou seria apenas um caso de incompetência da oposição. O transporte coletivo subiu 150% acima do Plano Real numa inflação mínima e com o povo com salários sob arrocho e o tema não é tratado como prioridade. As calçadas de Curitiba são uma vergonha e não existem na maior parte do município, o que é uma agressão aos pedestres. Municipalizar a campanha é preciso, apesar de redundante. Para que essa Guarda Municipal inútil, aparatosa, cara, e que não defende espaços de lazer e monumentos públicos?
Outra coisa: a oposição não percebeu que essa última campanha da Sanepar é mais uma tapeação para ocultar o cadáver do Rio Iguaçu, vilipendiado sempre e agora alvo de dissimulação com a vergonheira da Petrobras? Isso não é uma empulhação como o IPTU de 3% ou a idiotice do pedágio urbano.
AXIOMA





