Luiz Geraldo Mazza
Unir esforços pela causa comum e criar um caixa para fazer suas pesquisas, através do mestre Galbas Milleo, e detectar possíveis deformações, é um direito inquestionável da oposição. O que ela não pode é insistir na burrice de contestar resultados de sondagens. Está mal ou melhor, péssima numa UTI, moribunda e ainda assim tenta acumular energia para o segundo turno.
Se o quadro persistir como está, a vitória de Cassio é tranquila. Ele soma na espontânea muito mais do que todos os candidatos de oposição, juntos, na estimulada: 36 contra 27, isso no Ibope. Na Pesquisa Folha, Maurício Requião lidera o item rejeição com 21,2, seguido de Cassio com 15,7. No Ibope caiu de 25 para 19 em rejeição, Maurício subiu como um foguete. Os números, como as cartas na buena dicha, não mentem jamais. Em compensação não convencem os que estão por baixo.
Quanto à Pesquisa Folha, Cassio crava 44,45% contra 7,5% de Maurício, 7,3% de Vanhoni, 3,1% de Eduardo, 1,1% de Forte Netto, 0,15% Jamil Nakad, 0,15% Sturdze.
Números menos redondos do que o Datafolha e o Ibope, mas evidente quanto à distância do primeiro para os demais. Ontem, Requião, o original, fez no programa de candidatos à vereança a denúncia, esta com poderes de fogo bem superiores aos do pedágio urbano, do IPTU a 3%. Terror puro repetido pelo jogral dos postulantes à Câmara, na qual o PMDB deve atrofiar ainda mais.
Em dois meses de campanha, Cassio caiu de 29 para 19 em rejeição, indicador de que não convém mexer e, sim, manter o estilo. Já o drama da oposição é complicado: se não aquecer, a campanha se descaracteriza e se não o fizer com cautela, bem equilibrada, amplia o fosso da rejeição.
Sonho impossível, ainda que desejável, seria repetir São Paulo onde Marta está à frente com 30 e aparecem quatro em segundo lugar, tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro desse Ibope é de 3,5 pontos percentuais. São eles Maluf e Erundina com 12, Romeu Tuma e Alckmin com 9. Lá o segundo turno é inevitável. Aqui, impossível. A não ser que haja catástrofe como o não pagamento do funcionalismo estadual, uma epidemia de leptospirose por causa dos rios-cloaca de Curitiba ou ainda algo que atinja a intimidade das figuras de proa do sistema.





