Luiz Geraldo Mazza
O Paraná está em baixo-astral. Não bastassem os eventos oficiais Jogos da Safadeza, estouro do Banestado, as cracas de Londrina temos agora a cena da prisão do Onaireves Rolim de Moura, presidente da Federação Paranaense de Futebol, um dos lugares-tenente do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por motivo de sonegação de tributos previdenciários, e já condenado a mais de quatro anos de cadeia. Virão outras, aos borbotões, à medida em que formos melhor informados e que as instituições operarem, estimuladas pela sociedade organizada e pela ação diligente do Ministério Público.
Na tevê e nos jornais a prisão do Onaireves, sabendo-se que há mais gente na lista dos próximos a serem chamados, na revista IstoÉ a novela macabra da partilha, do saque, de cadáveres. Somos mesmo a capital dos desmanches do Brasil: a dos automóveis, acobertada por timbre oficial, a dos cadáveres e a do serviço público, esta promovida pelo governo assanhado em parecer modernoso e vassalo do receituário do FMI e da estupidez globalizante.
Éramos, no passado, a fonte de notícias positivas, também exageradas e induzidas, mas que não constrangiam tanto. Bastou haver um mínimo de abertura na mídia para que assistíssemos o vazar permanente da cloaca. E não sabemos quando isso vai cessar. Um urubu pousou em nossa sorte. Aliás, para libertação da mentira, do engodo, da mistificação em que vivíamos mergulhados. O que se sabe até agora ainda é pouco e ralo diante do que está para ser esclarecido.





