As obras do Parque da Barragem, ligando a represa de Itaipu ao Rio Paraná, e que já condenaram o Nakamura a devolver R$ 20 milhões aos cofres públicos via Tribunal de Contas, é a parte visível de um iceberg que criará novos constrangimentos morais ao governo Lerner como os havidos no Banestado (Leasing e Corretora) e nos sórdidos eventos de Londrina. Ainda ontem a Globo foi em cima do ágil secretário do Meio Ambiente, tão hostilizado por deputados e protegido por Lerner – e negaram à reportagem salvo conduto para documentar o atraso das obras e a lama que as envolve.
Todo o mundo sabe que os Jogos Mundiais da Natureza foram uma represa de irregularidades, notas fiscais frias, pagamento de serviços afinal não realizados. O sumidouro, segundo cálculos superficiais, alcançaria R$ 80 milhões e o mais grave é que os ligeiros já estão tratando da nova promoção dos Jogos, que não deram os retornos prometidos para a abstrata Costa Oeste, tendo obtido até R$ 40 milhões no Japão.
Se o Tribunal de Contas – e, na sequência, o Ministério Público – aprofundar as diligências vai ser uma festa que alcançará também o falecido ex-secretário de Esporte Osvaldo Magalhães dos Santos e figuras da intimidade familiar do governador. Ora ao promover o autor das irregularidades na Leasing a secretário, o governador deu um exemplo negativo como também em outros fronts, como o da Segurança, no qual tudo permitiu, já que fazia questão absoluta de ignorar tudo que lá ocorria, como a CPI das Drogas o demonstrou, em que fica visível que a sua omissão é comprometedora, isso sem levar em conta que usava o avião de um senhor apontado como traficante e que era colaborador discreto de sua campanha eleitoral.
Na verdade, se tudo o que se diz desses Jogos, criados com tanta expectativa, for comprovado devem ter o nome alterado para ‘‘Mundiais da Safadeza’’.

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