Luiz Geraldo Mazza
Se há uma pessoa que se ajustaria ao governo estadual, por causa das suas indecisões, seria o Chacrinha para fazer plebiscitos da sacada do Palácio Iguaçu. Assim, quando os sem-terra lá permaneciam acintosamente ele poderia, usando a palavra de ordem vai ou não vai? para saber se o respeitável público apoiava o acampamento ou exigia o seu fim. Poderia até usar o sai ou não sai?. Aí haveria o risco de o povo entender que era para tirar o próprio governador ou o secretário que mais manda, neste caso para permitir que Lerner assumisse, de uma vez por todas, o governo.
Essa viagem ontem surpreendentemente desmentida ao exterior se encaixaria na proclamação do colorido Velho Guerreiro, o Chacrinha, com o teaser do vai ou não vai?. Como é que o governo se mostra essencialmente pateta em comunicação ao ponto de um informe oficial ser desmentido, menos de 24 horas depois e pelo próprio governador?
A idéia de botar o Chacrinha é mais democrática, e até restauradora da ágora dos gregos com sua democracia, do que as cercas fascistas colocadas no Centro Cívico para estabular as massas reivindicantes. Alguns cuidados deveriam ser tomados quanto às palavras. Assim num pleito de aumento de barnabés jamais se ousaria dizer dá ou não dá? que poderia ser interpretado maliciosamente quase na base da piada, aquela do dá ou desce. Governador: vai ou não governar? Vai? Então tira o mandão.





