Simulando uma ilha, um cordão sanitário, em relação à chacoalhada de todos os escândalos que atingem o Paraná, o governo tenta a ofensiva para simular duas coisas: a hipótese de que Lerner ainda é candidato presidencial, o que foi levantado em matéria do ‘‘Estadão’’ (o mesmo que, semanas atrás, produziu um encarte carregado de otimismo oficial) e em ações tantos políticas (posição do Cassio Taniguchi na corrida eleitoral, acoplada em campanha publicitária das mais caras de toda a história curitibana), quanto econômicas face aos supostos feitos da área. Tanto que o Ipardes se apressa em contestar o IBGE (ousados, perdem a noção do ridículo e da audácia, como se vê no dia a dia) quanto ao desempenho industrial, alegando que a instituição nacional está por fora das mudanças estruturais aqui havidas.
O caldo da corrupção continua drenando como se o apostema fosse lancetado: agora não apenas Londrina, mas também instituições oficiais como o Banestado operando como lavanderia o atingem. É que esses envolvimentos ainda não estão suficientemente claros. O governo tenta sugerir que tudo o que se deu por lá decorreu da iniciativa prefeitural. Tanto que a cada explicação sobre Copel-Sercomtel vem o argumento de que as condições da operação foram ditadas, única e exclusivamente, pela compradora, como se tudo o mais que ocorreu depois se desse por conta e risco daquela prefeitura. Se é assim, por que o medo da CPI, que já estava instalada no Legislativo e começava a funcionar?
A simulação presidencial, explorada de uma forma ridícula, visa desviar a atenção do público que nacionalmente acompanha muito mal o que aqui acontece.
Apoteose mental não basta para neutralizar o alude de lama.

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