Enfim pintou no pedaço uma esperança para deter a barbárie do pedágio. O Tribunal de Contas da União tem um entendimento, mais acertadamente jurídico, do que o emanado de instâncias do Judiciário, de que não há sentido em sua cobrança em estradas de uma só pista. Em países mais sérios e bem menos ‘‘cucarachas’’ do que o nosso, como os States, onde inclusive agências de governo é que cuidam do tributo alternativo, só se admite a cobrança quando há uma estrada alternativa.
Mas aqui no Brasil, a terra do ‘‘prendo e arrebento’’, do tempo dos milicos, e agora da promessa de uma guarda nacional para controlar manifestações de rua, no figurino social-democrata, vale tudo desde, é claro, que favoreça poucos em detrimento de muitos. A justa balança da perversidade brasileira.
A esperança é tênue. Só a dor de cabeça que cria para os que precisam dessa fonte de financiamento eleitoral já não deixa de ser justiça poética.

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