Luiz Geraldo Mazza
O PSDB paranaense está dando o troco nos episódios de Londrina aos reveses sofridos diante do prefeito Belinati, e também do governador, tanto naquele segundo turno municipal como na derrota de Alvaro Dias, em 94. Exigir fair play em política é algo que desafiaria as artimanhas de um Fouchê e as reflexões mais elásticas de Maquiavel.
Justamente ingênuo, de certa forma, foi Lerner tanto ao tentar o ingresso no PSDB, com quem detinha credenciais anteriores, como ao fazer acordo branco com Alvaro Dias, que o levou ao Senado sem competição com as mesmas facilidades de um biônico dos tempos do golpe. Mesmo apoiado por gente ligada aos cardeais da social-democracia, como José Richa e Euclides Scalco, este já fora do partido quando do seu inchaço, não conseguiu o seu intento e passou por um vexame por absoluta ausência de sensibilidade e faro na política.
Se a sociedade organizada cumpre um papel sério, ainda que às vezes emocional por força da indignação provocada, no desvendamento das farsas de Londrina, o mesmo não se pode dizer dos políticos que tentam obter dividendos não alcançados no momento do confronto eleitoral. O oportunismo de Alvaro Dias é manifesto quando imagina a vitória, quase por acordo branco, outra vez, agora do deputado Luiz Carlos Hauly, em dobradinha em que Cheida, do PMDB, seria o vice, e apoiando em Curitiba o senador Roberto Requião.





