Lucro e aumento de tarifa
A crise que atinge o setor elétrico não impediu que as companhias perdessem parte de sua rentabilidade. Balanço divulgado pela Copel no final da semana passada aponta que a empresa fechou o ano de 2014 com um lucro líquido de R$ 1,336 bilhão, um aumento de 21,3% sobre 2013. Neste mesmo período, a receita operacional líquida teve crescimento de 51,6% e atingiu R$ 13,919 bilhões.
Esses resultados, superiores aos de muitas empresas privadas, contudo não impediram um significativo aumento da tarifa. Desde o último dia 2, o aumento médio foi de 36,4% nas faturas; para o consumidor residencial, a alta foi de 31,8%. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e justificado para cobrir o custo da energia que ficou mais caro devido a maior utilização das usinas termelétricas. Essa migração é justificada pela crise hídrica que afeta o País.
Também é importante lembrar aos consumidores que em junho, mês de reajuste anual da Copel, a tarifa terá nova alta. Soma-se a esse fator, a questão das bandeiras tarifárias, implantadas pelo governo federal. O consumidor terá que pagar uma taxa extra sempre que a bandeira for classificada como vermelha, o que indica maior uso de energia das usinas térmicas. Por isso, é importante que os usuários se conscientizem da importância do uso racional da energia elétrica.
Em que pese o lucro líquido apresentado pela Copel seja justificado como um "ganho contábil" e que há a necessidade de investimentos, que teriam sido recorde no ano passado, talvez o índice de aumento da tarifa pudesse ter sido menor. A inflação está corroendo a renda das famílias e todos os indicadores macroeconômicos apontam para um ano ruim, inclusive com aumento do desemprego. Ainda que as estatais tenham que sanear suas finanças, também é importante que os consumidores sejam poupados.





