Londrina terá mais policiais
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sábado, 09 de junho de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Colocar a polícia nas ruas, promover operações especiais e aumentar o efetivo do 5º Batalhão. Essas são algumas das medidas que serão adotadas pela Polícia Militar nas próximas semanas para tentar diminuir a sensação de insegurança em Londrina. As declarações são do comandante-geral da PM, coronel Nemésio Xavier, que se esquiva ao ser questionado se a situação da segurança pública na cidade é crítica.
A situação de Londrina é vista pelo comando da PM como crítica?
Para toda a estrutura da PM, inclusive ao coronel (Luiz Carlos Menezes) Deliberador, que tomou posse na semana passada (no comando do 5º Batalhão da PM), a determinação é de realizar operações, polícia na rua, abordagem. Determinamos até a questão de abordagens de veículos. Quando se aborda um veículo, há cinco itens essenciais na questão da segurança: o próprio veículo, para ver se é furtado; armas; drogas; os ocupantes, que podem ser foragidos da Justiça; e até se a pessoa está qualificada para dirigir. Quero dizer que temos um zelo muito grande na questão da abordagem. Pedimos que ninguém se sinta constrangido ou humilhado por ser abordado por um policial militar. As operações vão acontecer.
O 5º Batalhão da PM tem estrutura suficiente para realizar essas operações e atender toda a demanda de Londrina?
Tem, e digo mais: no próprio Comando do Policiamento do Interior fazemos operações deslocando policiais de cidades e batalhões próximos, como Maringá e Apuracana, para atingir um número maior de habitantes, que é a missão principal. Importante também ressaltar que em algumas operações que vão ocorrer em Londrina, vai existir uma ação de outros órgãos e secretarias de Estado. Justamente porque depois da ação policial, o Estado vai entrar com ações de apoio aos moradores, de assistência, até verificando alguns transtornos, algumas situações que o Estado poderá atender.
Quando o contingente policial será aumentado em Londrina?
Estamos com uma escola em formação, que ainda não foi concluída. O efetivo que está lá vai ser aplicado somente em Londrina e nos municípios que pertencem ao 5º Batalhão. Vamos anunciar logo a data da formatura, quando eles estarão em condições de trabalhar. Depois que receberem as matérias essenciais irão fazer estágios supervisionados com policiais antigos. Peço à população que observe a ação da PM no momento em que eles forem fazer esse estágio.
O 5º Batalhão mudou de comando algumas vezes nos últimos anos. Esse seria um sinal de que a PM ainda busca um rumo para o policiamento de Londrina?
Não. Houve coincidências. Por exemplo, essa última transferência do coronel Joacyr (José da Silva) foi pela promoção dele ao último posto. E o coronel Deliberador é um cidadão londrinense, a família é de lá. Desde o dia que tomou posse está à disposição da sociedade londrinense 24 horas por dia.
Nos últimos meses ocorreram casos no Estado em que as abordagens policiais acabaram em troca de tiros e morte. Como o senhor analisa esses casos e como estão as investigações?
Além de abrirmos o inquérito, determinando o afastamento dos policiais e a perícia das armas, pedimos o acompanhamento de representantes do Ministério Público, da Ouvidoria do Estado e da Ordem dos Advogados do Brasil, obedecendo ao princípio da transparência e dando publicidade aos nosso atos. Tenho que me manifestar na conclusão desses inquéritos, encaminhando à Justiça, e por princípios legais, minha opinião neste momento não pode ser descrita. O que eu posso dizer é que todas as providências vêm sendo tomadas e, insisto, vamos dar transparência a todos os casos. Se houver necessidade, a Justiça vai responsabilizar (os envolvidos) e a administração também.


