Londrina sai em defesa da Sercomtel
A sociedade londrinense respondeu ao chamado das lideranças da cidade em prol da Sercomtel. Cerca de 300 pessoas foram, na noite desta terça-feira (17), na sede da empresa participar do ato de apoio à telefônica, que vive o momento mais difícil de sua história. A manifestação foi organizada pela prefeitura, Fórum Desenvolve Londrina e o Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Paraná). Se a proposta era mostrar para a comunidade a importância que a Sercomtel representa para a região, o objetivo foi alcançado. Em resposta, as pessoas presentes se comprometeram a assinar um documento pedindo apoio do governo estadual por meio da sócia Copel, que detém 45% das ações da telefônica. Em setembro, a Sercomtel foi notificada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a abertura do processo de caducidade - de perda da concessão para operar a telefonia fixa na área 43. O motivo do processo é a difícil situação financeira da companhia londrinense. Um plano de recuperação já foi detalhado e entregue para a agência reguladora. Não há como separar o desenvolvimento de Londrina do DNA inovador que sempre marcou a Sercomtel. Antes de tomar uma decisão, a Anatel deve considerar o impacto que uma medida extrema pode provocar na região. São muitos postos de trabalho, cerca de quatro mil empregos, entre diretos e indiretos, além de clientes espalhados em vários municípios. Vale lembrar que a Sercomtel ganhou respeito no mercado nacional pela qualidade dos serviços e uso pioneiro da tecnologia avançada. A própria Anatel avaliou positivamente a empresa londrinense em várias ocasiões. Tanto que Londrina foi a primeira cidade do interior do Brasil, atrás de quatro capitais, a iniciar o serviço de telefonia celular. Agora, a única operadora pública do país precisa do apoio da sociedade que já foi demonstrado nesta terça-feira e suporte político para vencer a crise e viabilizar um projeto de futuro.





