Caso chuvas abundantes não atinjam Londrina nos próximos sete dias, a Sanepar poderá dar início a uma diminuição da distribuição de água. Além de pedir ajuda aos céus, a empresa também está de olho no consumidor. Para garantir a normalidade no abastecimento, é preciso que as pessoas comecem a usar o recurso de forma mais racional evitando o desperdício e o consumo em atividades que não sejam essenciais. A Sanepar atende 600 mil pessoas na região metropolitana de Londrina.
Sem meias palavras, o gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, afirmou na última sexta-feira que ''poderá haver diminuição na distribuição se não chover dentro de aproximadamente uma semana''. A empresa está trabalhando com 90% de sua capacidade e tem uma margem de segurança de apenas mais 10%. Segundo o gerente, a ''seca'' que atingiu a região este ano foi a mais prolongada dos últimos 30 anos. Para amenizar o problema, a Sanepar já tem pronto um plano para o verão.
O gerente salientou que o apoio dos consumidores vai ser essencial para evitar o racionamento. Ele pediu que, principalmente com a entrada das férias, os pais evitem que seus filhos ''brinquem'' com água, prática comum nos dias mais quentes. Outra atitute recomendável é evitar lavar carros, calçadas e tapetes, entre outros ítens.
De acordo com Bahls, o problema maior afeta o Ribeirão Cafezal (zona oeste de Londrina), onde é captada 40% da água consumida pela população de Londrina e Cambé - o Rio Tibagi responde por 56% e os oito poços profundos na região completam os 4% restantes. O Cafezal, segundo o gerente, ''está no gargalo''. A estiagem e o represamento de nascentes do rio promovido por proprietários de áreas acima do ponto de captação são os fatores que contribuíram para a diminuição da vazão do ribeirão. Sobre isso, a Sanepar pretende deflagrar uma ação conjunta na bacia do Cafezal, envolvendo órgãos dos governos municipal e estadual. A intenção é conscientizar os produtores dessas áreas e recuperar o que está sendo degradado, como por exemplo reflorestar a mata ciliar.
Além disso, Bahls também informou que a empresa está perfurando um poço na zona norte de Londrina que poderá responder por 15% da produção diária da empresa e deverá começar a operar no verão de 2004.

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