Londrina não pode perder conexão com o futuro
Um aeroporto com poucas opções e horários restritos torna Londrina menos atrativa para investidores e compromete sua competitividade
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sexta-feira, 04 de julho de 2025
Um aeroporto com poucas opções e horários restritos torna Londrina menos atrativa para investidores e compromete sua competitividade
Folha de Londrina 
O anúncio da Azul Linhas Aéreas de que, a partir de agosto, deixará de operar o voo direto da manhã entre Londrina e Curitiba é mais um alerta importante para a cidade. A ligação entre as duas principais cidades do Paraná ficará restrita a apenas um horário diário direto, no final da tarde, um retrocesso preocupante para quem depende da conexão aérea com a capital, seja por motivos profissionais, educacionais ou institucionais.
Embora a empresa justifique a decisão como parte de um ajuste de mercado, é difícil compreender a lógica de retirar um voo que, segundo passageiros frequentes e parlamentares, operava com alta taxa de ocupação, mesmo com tarifas elevadas. Trata-se de uma decisão que impõe barreiras à mobilidade regional e pode afetar negativamente a integração de Londrina com o restante do Estado.
A redução da malha aérea tem implicações diretas para a economia local. A cidade é um polo de saúde, ensino superior, agronegócio e indústria, além de ter no turismo de negócios um de seus principais motores. Um aeroporto com poucas opções e horários restritos torna Londrina menos atrativa para investidores e compromete sua competitividade frente a outros centros do interior que, como Maringá, vêm ampliando suas conexões.
Ainda é tempo de reagir. Londrina não está fora do jogo, mas precisa se posicionar com firmeza. A mobilização de entidades como a Acil e de lideranças políticas, como o deputado estadual Tercilio Turini, que cobrou esclarecimentos formais das autoridades e das empresas aéreas, é um passo importante. É preciso manter essa pressão, com dados e articulação, para garantir que o Aeroporto Governador José Richa volte a ter uma malha condizente com o tamanho e a relevância da cidade.
Investimentos significativos foram feitos no terminal nos últimos anos, tanto por parte do poder público quanto pela iniciativa privada. A infraestrutura existe. Mas, sem voos, ela perde sentido. A CCR Aeroportos, atual concessionária do aeroporto, também se manifestou, dizendo que segue empenhada em ampliar a conectividade da região, atuando ativamente na atração de novos voos e na recomposição de rotas afetadas por ajustes de mercado.
O tema é preocupante e demanda atenção da sociedade civil organizada e autoridades políticas. A conectividade aérea é um indicador de desenvolvimento. Se a cidade não agir agora, corre o risco de ver sua relevância regional ser gradualmente diminuída. Ainda há tempo de reverter esse cenário. Mas isso exige união de forças, planejamento estratégico e um compromisso firme com o futuro de Londrina.
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