Londrina não pode ficar isolada
Aeroporto de Londrina foi o único, entre os maiores do Estado, com queda na movimentação de passageiros
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de julho de 2025
Aeroporto de Londrina foi o único, entre os maiores do Estado, com queda na movimentação de passageiros
Folha de Londrina 
Na contramão dos resultados positivos dos maiores aeroportos do Paraná em relação ao movimento de passageiros em 2025, o terminal de Londrina foi o único que registrou queda. Na comparação do primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo foi de 11,9%.
De janeiro a junho, 359.850 pessoas embarcaram ou desembarcaram no aeroporto de Londrina. Nos primeiros seis meses de 2024, foram contabilizados 408.496 passageiros.
O dado é ruim e pode piorar ainda mais porque no segundo semestre, com a extinção de dois voos operados pela Azul Linhas Aéreas, há tendência da movimentação no terminal londrinense cair. A companhia anunciou, no início deste mês, que os voos diretos entre Londrina e Curitiba no período da manhã deixarão de ser ofertados a partir da próxima segunda-feira (4).
Os números foram divulgados pelo Grupo CCR, que detém a concessão dos aeroportos do Paraná. O terminal mais movimentado do Estado é o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, por onde passaram 2,909 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2025. Um avanço de mais de 7% sobre os resultados do ano anterior, quando foram computados 2,716 milhões de passageiros. Foz do Iguaçu e Maringá também cresceram, 11% e 12%, respectivamente.
Lideranças políticas e empresariais da região devem estar atentas e buscar soluções para o problema do enxugamento na oferta de voos. Apesar de o aeroporto passar a contar com o ILS ainda este ano, instrumento que auxilia pousos e decolagens em condições climáticas desfavoráveis, a baixa oferta de viagens compromete a competitividade de Londrina.
A cidade perde espaço como destino para turismo de negócios e, enquanto um dos principais polos econômicos do Sul do Brasil, referência no agronegócio, merece mais atenção e respeito das companhias aéreas e das autoridades que respondem pela administração aeroportuária nacional.
É muito importante que, diante do cenário apontado pelos próprios números da CCR, haja uma articulação imediata entre setor empresarial, representantes políticos e lideranças de Londrina e cidades vizinhas para reverter essa tendência de retração. O momento é de trabalho em conjunto para garantir que a cidade volte a ocupar o lugar que lhe cabe no mapa da aviação brasileira.
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