Chega o mês de junho e aquela cena que já faz parte da cidade se repete: na próxima sexta-feira (12) a fila de espectadores em frente ao Teatro Ouro Verde voltará a"dobrar a esquina" para o início do 58º Festival Internacional de Londrina - FILO. Isso se chama tradição.

Para a estreia, o convidado é o lendário Grupo Galpão, de Minas Gerais, sinônimo de teatro de qualidade no País. Os ingressos para o evento deste ano começaram a ser vendidos no domingo (7) e a programação traz o brilho que marca um dos festivais mais importantes de Londrina: ao todo serão 50 atrações, com companhias teatrais de seis países, sete estados e 13 cidades brasileiras, como mostra matéria nesta edição.

O Teatro Ouro Verde ainda é o grande palco da cidade, apesar dos problemas de falta de pessoal que abalam a estrutura do local sob a responsabilidade da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que bem merece atenção, verbas e contratação de funcionários à altura de "Londrina: Cidade dos Festivais." Esses problemas foram enfocados em outra reportagem da FOLHA no mês de maio.

À espera do Teatro Municipal, um entrave a ser resolvido com urgência, Londrina cresce culturalmente pela força das pessoas que aqui vivem: artistas e produtores culturais que quase todos os meses levantam festivais e eventos que atraem o público, até das cidades vizinhas, para aquecer a economia da cidade.

Outro exemplo desta potência é a Expo Japão, que terminou no domingo (7), mesmo dia em que o FILO levantou de novo as bandeiras da Cultura e abriu a bilheteria para nada menos que 50 espetáculos.

A Expo Japão deste ano foi outro grande sucesso. Se em 2025 atraiu 45 mil pessoas, este ano, segundo os organizadores do evento, este número aumentou em pelo menos 15%, como mostra reportagem da FOLHA. Na Expo Japão, comerciantes que produziram mercadorias para serem vendidas em cinco dias, tiveram que repor o estoque em apenas dois dias, sinal de que o público aumentou e as vendas também.

A comunidade nipônica, desde sempre ligada às raízes da cidade, é outra força cultural que torna Londrina cosmopolita, sendo a segunda cidade brasileira com maior número de japoneses, a primeira é São Paulo.

A Cultura, em festivais e eventos, não pode ser menosprezada com menos recursos ou menos importância porque põe no mapa nacional uma cidade que cresceu apreciando música, teatro, cinema, dança, circo e tem nas artes uma de suas marcas registradas.

Para compor uma sinfonia à altura de Londrina é preciso concluir o Teatro Municipal para que contemple, daqui a 50 anos, uma população que deverá continuar ávida por Cultura. Neste sentido, o maior auditório projetado para o local - com cerca de 1200 lugares - é arquitetado para o futuro de uma cidade que respira arte, mês a mês, ao som dos tambores do taikô ou dos espetáculos teatrais que trazem a Londrina o melhor da arte nacional - através do FILO - há 58 anos.


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