Londrina chama Verona - Carlo Nerozzi
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de abril de 1999
Carlo Nerozzi 
Verona Fiere, entidade centenária do Norte da Itália que organiza várias feiras, no seu programa de desenvolvimento e internacionalização, está voltando a sua atenção aos mercados da América do Sul para conhecer estas realidades e avaliar possíveis sinergias.
O Brasil representa um grande mercado, um país, ou melhor, um continente que sozinho representa quase 70% do Mercosul e tem riquezas ainda não valorizadas que podem encontrar na Europa, e em particular na Itália, parceiros dinâmicos e modelos de desenvolvimento muito válidos.
A minha primeira visita à Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, hoje, tem diversas finalidades: conhecer a realidade agrícola do Paraná (que representa 25% da agricultura brasileira) e encontrar os empreendedores e as instituições para ter um quadro completo deste importante Estado, onde a presença do empresário italiano é ainda significativa.
Em segundo lugar, para apresentar a realidade e as experiências de Verona Fiere que há mais de 100 anos organiza a Fiera Agricola di Verona, uma das mais importantes feiras de agricultura do mundo. Com certeza, o interesse será conhecer o programa da manifestação deste ano que nos envolveu em importantes convenções internacionais no setor de biotecnologia, de aquacultura e agropecuária.
Acredito que possa haver momentos de contato entre as duas manifestações e sobretudo, graças ao Programa Paraná-Europa, fornecer concretas oportunidades aos empresários italianos e brasileiros para a realização de acordos comerciais, joint-ventures, troca de tecnologia, usando a feira como poderoso instrumento da comunicação.
Da mesma forma, os empresários brasileiros têm grandes motivos para visitar a nossa Feira Agrícola 2000 que será realizada pela Verona Fiere no mês de fevereiro do próximo ano, e assim conhecer os rumos da agricultura e encontrar pessoalmente empresários de todo o mundo.
A feira é um grande palco cênico onde acontecem importantes representações com milhares de atores. Até alguns anos atrás, a feira se limitava a fornecer espaços e estruturas; hoje isso não é mais suficiente. Os empresários e as instituições pedem maior profissionalismo e pontos de referência para compreender com antecedência a evolução dos mercados.
A feira torna-se portanto um catalisador que, graças à sua experiência e profissionalismo, estimula e participa das mudanças de modo ativo, iluminando perspectivas e novos objetivos. Há alguns anos, os empresários vão a Verona para entender a situação ou como estão acontecendo as evoluções, seja no plano político ou econômico.
Estar presente no mundo e compreendê-lo, vivendo diretamente as diversas realidades, é fundamental para poder elaborar e fornecer respostas válidas. A Europa, e em particular a Itália sentem a exigência de aumentar os próprios horizontes para realizar concretamente esta globalização que já está em andamento, sobretudo devido às novas tecnologias de comunicação, aos satélites, à Internet. E é por isso que a Verona Fiere está desenvolvendo muitas estruturas informáticas e já realizou as primeiras Feiras Virtuais que podem ser visitadas via Internet.
O Brasil, da outra parte, provavelmente sente a exigência de se integrar mais com a Europa, também para compreender os seus modelos produtivos e de distribuição, e poder interpretá-los e utilizá-los para o desenvolvimento desta complexa e fascinante realidade.
- CARLO NEROZZI é arquiteto e vice-presidente da Verona Fiere em Verona (Itália)


