Londrina busca aumento da complexidade em transplantes de medula
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sábado, 10 de setembro de 2011
Redação FolhaWeb 
O médico hematologista do serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, Fausto Celso Trigo, garante que os médicos e técnicos da área da saúde são tão bons quanto os dos Estados Unidos, onde fez especialização no Fred Hutchinson Cancer Research Center, de Seattle. Hoje, os procedimentos autólogos, em que o material é coletado do próprio paciente, já são feitos na cidade. Ele acredita, no entanto, que em dois anos o centro londrinense terá capacidade para realizar o transplante alogênico aparentado, com material oriundo de parente compatível.
Para a realização de transplantes alogênicos não aparentados, que são realizados com material genético de pessoas que não possuem nenhum grau de parentesco, ele estima que demorará cerca de dez anos até que a cidade consiga evoluir para o atendimento de casos de maior complexidade.
''O número de complicações é muito maior, a estrutura hospitalar é muito maior, então isso tem uma relação direta não só com a capacidade técnica, como também da logística de apoio ao centro transplantador. Geralmente é realizada em grandes centros universitários e que disponham de uma logística bem-montada. A gente pretende que Londrina chegue a esse ponto também, mas existe um longo processo pela frente'', declara Trigo.
O hematologista avalia ainda a questão ética de casos de concepção de uma criança para obter uma medula compatível com a do paciente. Para ele, a prática é ''recriminável''. Trigo apoia, porém, o transplante em casos de coincidências, quando a mãe da criança que pode se tornar doadora já está grávida de outro filho que pode ser doador de material por meio do armazenamento e congelamento do cordão umbilical. Em entrevista à FOLHA, Trigo discutiu essas e outras polêmicas em relação ao tema. Confira na reportagem de Vítor Ogawa.


