Londrina avança no combate à violência contra a mulher
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
Londrina será a quarta cidade do Brasil a disponibilizar para as mulheres o dispositivo de segurança para vítimas de violência doméstica chamado popularmente como botão do pânico. Um convênio foi assinado pelo prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, e a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Nádia de Oliveira Moura, na última sexta-feira (26). O dispositivo eletrônico é capaz de localizar através de GPS, avisar às autoridades e gravar o áudio e imagens do local. O projeto ao todo custará R$ 165 mil e agora passará pelo processo de licitação. A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres prevê que tudo esteja funcionando no início de 2019, podendo atender, inicialmente, 200 pessoas, que ficarão em comunicação constante com a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal.
Os números de vítimas de violência doméstica em Londrina justificam a implantação do sistema. Dados da 6ª Vara Criminal mostram que, somente na cidade de Londrina, 3.029 mulheres estavam até a semana passada sob medida protetiva, o que significa que já passaram por situação de violência e estão sob a proteção judicial. A 6ª Vara acompanha também 30 casos de feminicídio. No Paraná, ao todo, o governo estadual planeja firmar o convênio com 15 municípios, investindo R$ 2,6 milhões no dispositivo de segurança.
Segundo dados da Guarda Municipal, em 2017 foram prestados 457 atendimentos, dos quais 159 foram registros de boletins de ocorrência em flagrante delito, em apoio a mulheres com ou sem medida protetiva. A administração municipal ainda está tentando com o Estado criar um boletim de ocorrência integrado entre a Guarda e as polícias.
A violência doméstica é mais comum do que se imagina e infelizmente muitas mulheres precisam de ajuda para sair desse ciclo dramático. Tanto que hoje, autoridades da área de segurança pública e justiça dizem que as pessoas próximas precisam se intrometer, ou "meter a colher", como diz o ditado popular. O botão do pânico é um exemplo de como a tecnologia pode ajudar a diminuir a violência, mas não substituirá o mais importante: a conscientização das vítimas de que é preciso denunciar atos de agressão e fazer valer a Lei Maria da Penha, implantada em 2006, um grande avanço em defesa da mulher.



