Londrina, "A Origem"
A 11ª etapa da Operação Lava Jato, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF), ganhou o nome "A Origem" e voltou-se novamente para Londrina. É uma referência ao início da operação, quando as investigações levantaram relações entre o ex-deputado federal André Vargas e o doleiro Alberto Yousseff. Nessa sexta-feira, Vargas foi preso na casa onde mora, em Londrina, assim como seu irmão, Leon Vargas.
Essa última etapa da Lava Jato envolveu 80 policiais federais que cumpriram 32 mandados judiciais, sendo sete de prisão, nove de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão nos Estados do Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Outros dois políticos também foram presos, o ex-deputado Luiz Argôlo (SD-BA) e o ex-parlamentar Pedro Correa (PP-PE), que já foi condenado no mensalão e que cumpria pena em regime semiaberto.
Certamente, chama mais atenção a prisão de André Vargas, um dos grandes nomes do Partido dos Trabalhadores (PT) até o ano passado. A relação entre ele e Yousseff virou escândalo quando veio a público que quando era vice-presidente da Câmara, Vargas pegou emprestado um avião com o doleiro e foi passar férias em João Pessoa, na Paraíba. Além disso, logo no início da Lava Jato, a PF descobriu uma troca de mensagens entre os dois que tratavam de assuntos de interesse mútuo no Ministério da Saúde. Agora, surge uma nova linha de investigação que apura a participação do politico londrinense em irregularidades em serviços de publicidade na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde.
A 11ª etapa da Lava Jato é importante porque confirma que as investigações da Polícia e da Justiça Federal avançaram para além da Petrobras, até agora principal foco da operação que investiga um grande esquema de desvio de dinheiro público envolvendo políticos e empresários. A cada nova fase da Lava Jato, o cidadão brasileiro imagina o que ainda mais existe para ser revelado. A resposta deve vir com as novas etapas da operação.





