Londrina, que celebra hoje 71 anos de existência como município, figura entre as três dezenas de maiores cidades brasileiras, num universo de 5.600 sedes municipais. Essa condição passou a reclamar atenção redobrada dos poderes públicos, porque o crescimento veloz resulta também em desordenamentos nos atendimentos básicos e nos serviços. Tal não ocorreu, regiamente, no mesmo ritmo, mas as virtudes da cidade são muitas. Estima-se que, em números redondos, o município esteja hoje próximo dos 480 mil habitantes, a tomar como base os 467.300 do levantamento de 2003 e o índice de crescimento anual superior a 5.000 pessoas. Na euforia da economia cafeeira, a maioria da população habitava a zona rural, mas hoje 95% dos moradores estão na sede do município, porque modificou-se o modelo agrícola com a extinção da cafeicultura e, principalmente, porque a cidade criou facilidades que atraíram mais gente para o núcleo urbano. Em meio a esse contingente populacional encontra-se, hoje, a quinta geração dos pioneiros da primeira hora, que são hoje os seus bisnetos. Eles compõem o universo formado por novas gentes que continuaram chegando, de todos os lugares, em função da atração natural da cidade grande em destaque as universidades. Jovens que chegaram para fazer seus estudos superiores e que pensavam retornar às origens, acabaram criando raízes e ficando, em muitos casos trazendo para cá também familiares. Uma marca da cidade e da região circunvizinha é que ainda estão vivos pioneiros do início dos anos 30 e até de antes, porque a partir de 1920 já havia colonos aqui, antecedendo a colonização inglesa. Personagens da história de Londrina são ainda encontráveis nas ruas da cidade, e contam de viva voz a epopéia do desbravamento. Um fenômeno que ainda ocorre em poucas cidades brasileiras. Com todos os seus problemas, Londrina continua com a mesma altivez do passado, ao chegar aos 71 anos, e é uma cidade moderna, em contínuo desenvolvimento e capaz, com toda a certeza, de superar as suas deficiências. Seu potencial instalado, obra da gente que formou a civilização especial que veio se plasmando neste ponto do Paraná, permite acreditar na superação dos seus problemas. Porque todas as coisas aqui construídas não foram fáceis e exigiram decisões de coragem, a começar pela saga dos pioneiros diante da mata por desbravar. Etapas foram sendo vencidas e criando novos desafios. A obra dos colonizadores prossegue, pelo aperfeiçoamento da infra-estrutura existente e pelo surgimento surpreendente de novos empreendimentos, executados por outras mãos mas com o idêntico ideal de prosperidade.

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