Londrina, 15ª entre as 100 melhores
Paulo Franzon
É entusiasmante saber que Londrina ocupa o honroso título de 15ª melhor cidade para negócios, entre as 100 melhores cidades brasileiras. A pesquisa é da revista ‘‘Exame’’, em parceria com a Simonsen Associados, empresa de consultoria de São Paulo, e está publicada na edição da revista da primeira quinzena deste mês.
Os fatores que decidiram a nota das cidades foram população e crescimento, distribuição de renda e classes sociais, potencial de consumo, educação e grau de escolaridade, saúde, estrutura empresarial e empregos, acesso a mercados e segurança, entre outros.
Nessas cidades é ‘‘onde se constrói a riqueza’’, diz a publicação, e ‘‘quem quiser entender como, de fato, vem pulsando a economia e perceber melhor as profundas transformações que estão marcando o setor produtivo nos últimos tempos, tem de voltar os olhos para os municípios brasileiros’’.
E acrescentamos nós: tem de voltar os olhos para municípios como Londrina.
Embora este resultado não surpreenda quem conhece a estrutura já consolidada em Londrina, para os negócios, a constatação pública deste fato – através de dois órgãos respeitáveis como a revista ‘‘Exame’’ e a Simonsen Associados – gera um indiscutível clima de otimismo e de confiança. E é mais um argumento para a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) continuar sua política de captação de investimentos para o município. Essa política contempla os investidores com infra-estrutura e incentivos fiscais.
O mais fica por conta da natural infra-estrutura da cidade, que possui uma universidade pública já classificada entre as melhores do País, e outras duas, particulares, que se alinham entre as mais capacitadas; escolas de todos os níveis, cursos profissionalizantes, incluídos os linguísticos; sistemas avançados de comunicação, que têm inclusive servido de modelo para o Brasil; clínicas médicas e hospitais do mais elevado padrão; transporte aéreo de primeiro nível, com alta frequência de vôos; veículos de comunicação com radiâncias para todas as cidades do Estado e que estão conectados com a Internet; boas casas de espetáculos e frequentes apresentações de arte, destacando-se o Festival Internacional de Música e o Festival Internacional de Teatro, que se realizam todos os anos; boa estrutura para práticas esportivas e de lazer, destacando-se belezas naturais e recantos como o Parque Arthur Thomas e a Mata do Godoy, e o aprazível lago, dentro da área urbana; cidade bem arborizada, que proporciona clima agradável e baixa poluição; shopping centers, supermercados e comércio de elevado padrão, onde se pode adquirir tudo o que o mercado brasileiro oferece; bons restaurantes, bares e outras casas noturnas que concentram sobretudo os jovens, nesta que é também um cidade estudantil; e sobretudo um povo acolhedor.
Esses diferenciais são o maior trunfo de Londrina. E os investidores, suas famílias e as famílias dos trabalhadores se beneficiam disto. Uma dinâmica irreversível, que independe das turbulências da política nacional, já que é um atributo próprio desta prodigiosa região norte-paranaense.
A gama de oportunidades e vantagens que hoje temos a apresentar aos investidores é sólida. O prefeito Antonio Belinati, histórico defensor das questões sociais e da industrialização, tem dado autonomia à Codel em seu projeto de atrair indústrias, que por extensão geram empregos e mais riqueza. Esse projeto se estriba na Lei de Incentivos 5669/93 e na Cidade Industrial, que integra o Plano Diretor do município, afora a política de simpatia e de boa acolhida àqueles que desejam implantar seus negócios em Londrina.
A Codel atua alicerçada no Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI) e está agora negociando a vinda de duas dezenas de empresas, que poderão gerar 4 mil empregos diretos. Entre essas empresas figuram multinacionais de porte, seduzidas pela alta qualidade de vida aqui e pela localização estratégica da cidade, destacando-se a proximidade com países do Mercosul e o apoio de organismos como as universidades, a Tecpar (órgão de desenvolvimento tecnológico), Instituto Agronômico do Paraná, Emater (de extensionismo rural), Embrapa (pesquisa nacional de soja), entre outros.
Um importante passo foi o recente lançamento, ainda na administração de Farage Kouri à frente da Codel, da Incubadora Industrial de Londrina, que abrigará empresas nascentes de base tecnológica, destinadas a dar suporte a indústrias, desenvolvendo produtos e sistemas que hoje ainda temos que trazer de centros maiores. Outro importante lançamento, na mesma ocasião, foi a infra-estrutura inicial do Centro Industrial Francisco Sciarra, destinado a abrigar 47 empresas de portes pequeno e médio, em sistema de condomínio, com creche, posto de sa© úde, estacionamentos, muros de proteção etc. Trata-se de um sistema moderno e inédito em Londrina e um dos poucos instalados no Brasil.
A produtividade, nesta região, também se tornou referência nacional, pois recente pesquisa apontou a mão-de-obra no Norte do Paraná como das mais assíduas do País, significando o menor índice de faltas ao trabalho. Isto se deve à boa condição de saúde do trabalhador e a cultura de valorização do trabalho.
Todas estas foram razões que levaram Londrina a figurar, agora, entre as 15 melhores, num universo de 222 cidades pesquisadas e de 5,5 mil municípios brasileiros.
- PAULO FRANZON é presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel)
www.codelondrina.com.br)

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