O Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) é um dos mais movimentados do interior do País. Por ali circulam, em média, oito mil pessoas por dia. No entanto, a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) não consegue fazer a ocupação das lojas vazias que existem no local. Somente este ano, o órgão realizou duas licitações para a ocupação de 11 lojas. Na primeira não apareceu nenhum interessado e na segunda, das 17 pessoas que retiraram o edital, apenas três apresentaram propostas. Os envelopes serão abertos no próximo dia 27.
Ubirajara Zanetti Mariani, diretor administrativo e financeiro da Codel, diz que a licitação exige dos interessados um número grande de documentos de diversos órgãos estaduais, municipais e federais. ''Muitas vezes as pessoas não têm tempo hábil para providenciar tudo o que é necessário. O que acontece também é que alguns interessados estão em débito com os encargos e não conseguem as certidões'', explica.
Segundo Mariani, uma nova licitação deve ser feita e a expectativa é que a procura seja maior. ''Vamos intensificar a divulgação da licitação e do próprio TRL, para atrair mais interessados'', diz. Ele também estuda a possibilidade de diminuir o custo do condomínio, o que beneficiaria tanto os novos como os antigos proprietários.
O presidente da Associação dos Lojistas do TRL, Jonis Thanios Hajjar, diz que o fluxo de pessoas é muito bom e que os custos não são tão altos se comparados com outros locais. O custo varia de R$ 450 a R$ 700 mensais, somados aluguel e condomínio. Para Hajjar, poderia ser feito é um investimento maior em mídia para atrair mais pessoas e também promoções que incentivem a população a frequentar o local.
O contador Erasmo Basílio de Azevedo, de Londrina, acredita que se houvesse um espaço cultural na rodoviária as pessoas iriam até lá passear. ''Aqui é um lugar bonito, agradável, limpo e seguro. Se houvesse mais atrativos, as pessoas viriam'', acredita.
Vários usuários do terminal reclamam que faltam farmácia, cabeleireiro, sorveteria, engraxataria, floricultura entre outras, mas todos ressaltam a limpeza e segurança do local como pontos importantes. O presidente da associação diz que, quem tiver um segmento diferenciado e investir no local, terá retorno.

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