Locais afastados, sugere geólogo
O geólogo Ernani da Rosa Filho, professor de hidrogeologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acredita que a solução para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba terá que ser a exploração do Aquífero Karst. No entanto, os locais para que a exploração seja feita deveriam ser reestudados. Rosa Filho diz que este tipo de exploração tem que ser realizado em locais afastados da população urbana. ''Os gastos seriam elevados, mas seria o ideal para evitar futuros conflitos com a população local'', orienta.
Um dos locais apontados por ele seria o norte de Almirante Tamandaré, onde existiriam áreas adequadas para a exploração do Karst. Depois de mudados os pontos de abastecimento, Rosa diz que outra medida seria fundamental para evitar transtornos no futuro: o zoneamento do controle e uso do solo por parte das autoridades municipais. ''Os poços precisam ser protegidos como se fossem mananciais. Não podemos ser irresponsáveis e achar que a culpa pelos transtornos atuais é do Karst. As autoridades políticas não se responsabilizaram pela solução dos problemas. Não existe como abastecer a região se não for através das águas subterrâneas'', considera. ''Tem que zonear para que não ocorra no futuro o que aconteceu em Tamandaré e Colombo. Tudo tem que ser planejado. Tem que haver um programa de governo, independente do partido político.''
A formação rochosa do Karst é composta por mármore dolomítico (carbonato de cálcio e magnésio). Ela é formada por cavidades, espaços vazios, que são preenchidos por rios naturais em épocas de chuva. Toda a extensão do Karst é de 5 mil quilômetros quadrados. Os problemas verificados estão concentrados em 100 quilômetros quadrados. Nessas regiões os poços são muito próximos uns dos outros.





