Lixões e poluição
Faltando apenas dois anos para que os municípios acabem com seus lixões, cerca de 45% das cidades paranaenses sequer resolveram o problema, segundo relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). Instituída pela lei federal 12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e reconhecer os resíduos como um bem econômico e de valor social.
O problema é sério e sugere que as prefeituras ainda não se atentaram para a gravidade da questão. Além de apontar para o descumprimento da legislação, é importante salientar que os lixões são fontes poluidoras do solo e da água, provocada pelo chorume; e do ar, devido à constante combustão espontânea. Outro fator que corrobora para aumentar o problema é o aumento da produção de lixo nas cidades, provocada pelo crescimento populacional e do consumismo. Estimativas indicam que, em média, cada pessoa produz diariamente entre 800 gramas e 1 quilo de resíduos ou de 4 a 6 litros de dejetos. É uma quantidade enorme de produtos jogados na natureza sem passar por qualquer tratamento ou processo de reciclagem.
A questão ambiental que, inclusive já foi tratada neste espaço, é das mais relevantes atualmente. O planeta tem sofrido sérios danos provocados pela mudança climática e cada um tem que fazer a sua parte. Se o agente público não se preocupa em resolver a questão do tratamento do lixo e garantir a aplicação da lei, como conscientizar um cidadão que joga objetos em locais públicos? A preocupação é de todos e a vigilância deve ser constante. A consciência ambiental é algo que se constrói todos os dias.
A falta de cuidados com o meio ambiente já trouxe várias consequências negativas à população. Por isso, o problema exige solução urgente. É importante que a sociedade se envolva e discuta o assunto e cobre soluções efetivas.





