Os lixões ainda não estão com os dias contados no Brasil. Embora o prazo para que os municípios se adequem à Política Nacional de Resíduos Sólidos tenha expirado no último dia 2, até agora menos da metade dos municípios conta com destinação correta, segundo informações do governo federal. No Paraná, 47% das cidades ainda não se adequaram. Importante ressaltar que a lei é de 2010 e, ainda que durante esse período tenha ocorrido mudança de administração em algumas prefeituras, o longo prazo concedido não justifica a não implantação de aterros sanitários. Falta vontade política para resolver o problema.
A questão ambiental é ponto fundamental para o futuro do planeta. Estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais aponta que anualmente são gerados cerca de 1,3 bilhão de toneladas de resíduos urbanos no mundo. Segundo o Banco Mundial, até 2025 a produção anual chegaria a 2,2 bilhões de toneladas. Portanto, o problema precisa de uma solução rápida e assertiva até porque não depende exclusivamente da construção de aterros sanitários.
Para que o projeto funcione adequadamente, é preciso que a população seja envolvida. A separação de resíduos deve ser prática corriqueira, até para garantir a efetividade ambiental dos aterros sanitários. Projeções indicam que de todo o lixo gerado pela população, apenas 15% não podem ser reaproveitados. O restante deve ser reciclado ou reutilizado a fim de minimizar os impactos desses resíduos na natureza. Portanto, a solução definitiva só virá a longo prazo.
Além de campanhas de conscientização desenvolvidas junto à população, é importante que os prefeitos sejam cobrados até para que se possa garantir o fim dos lixões. Também é importante que os gestores públicos sejam responsabilizados em caso de descumprimento. O problema não pode mais ser postergado.

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