A Universidade Estadual de Londrina (UEL) recebeu cerca de R$ 2 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Os recursos serão aplicados na melhora da infra-estrutura dos cursos de pós-graduação. Alamir Aquino Corrêa, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, falou à FOLHA sobre os projetos aprovados.

Qual a proposta do projeto?
As propostas foram divididas em três subprojetos: Estruturas e Equipamentos de Médio Porte, Laboratório-Escola de Pós-Graduação Stricto Sensu, porque a pós-graduação não tem recursos para infra-estrutura. Outro investimento muito importante será o Laboratório de Técnicas de Reciclagem. Percebemos que muitos pesquisadores na instituição estavam trabalhando nessa área, que traz benefícios à sociedade e na qual a Finep também tem bastante interesse.

Por que equipamentos de médio porte?
Porque no passado investimos muito em grupos de alta excelência, que têm competitividade internacional, mas ficou para trás um grande grupo que teria condição de começar a competir, desde que a confiabilidade de seus dados fosse melhor. Em uma chamada interna conseguimos uma listagem de equipamentos e um dos critérios para o pedido é que atendesse no mínimo dois centros. Esse foi o caráter do projeto, de que haveria a possibilidade de múltiplos usos. Enfatizamos muito a idéia da transversalidade na utilização desses equipamentos.

Como irá funcionar o laboratório de técnica de reciclagem?
Será uma espécie de usina piloto de trabalho de reciclagem de materiais nocivos ao meio ambiente, como reciclagem de baterias de celular, lâmpadas fluorescentes que têm resíduos de mercúrio, resíduos da construção civil e resíduos em meios aquosos. Esse laboratório pretende ser uma forma de a universidade responder à necessidade social, da convivência comunitária. Isso provavelmente vai gerar processos de patente e com isso esperamos que a universidade possa captar mais recursos ainda.

Quem determina onde será utilizada a verba é a Finep?
A Finep analisa e determina onde o dinherio será investido. No contrato, que deve ser assinado até o início de setembro, virá especificado o que será comprado e construído. No edital havia R$ 150 milhões para o país inteiro, o Paraná ficou como 6% desses recursos, R$ 9 milhões, e a UEL ficou com quase R$ 2 milhões - recebemos mais do que a UFPR. Isso significa que estamos em um bom caminho em termos de apresentação de projetos.

Quando a infra-estrutura deve estar pronta e os equipamentos comprados?
Precisamos gastar os recursos em 12 meses, então até setembro do ano que vem deve estar tudo funcionando e entregue. Todo ano é desta forma, sendo assinado o contrato começamos a trabalhar imediatamente. Na verdade, nós já estamos buscando licenças ambientais, pretendendo a construção. O laboratório de reciclagem já está garantido, haverá uma construção também no laboratório de pós-graduação, não sabemos ainda se vai ser o anfiteatro ou o outro bloco que solicitamos.

Quais os benefícios para a comunidade externa?
Primeiro é que estamos alavancando a instituição, quanto melhor for a UEL, mais recursos vamos captar. Isso significa melhoria imediata para a cidade, ela se torna maior ponto de referência no Estado e no país; teremos melhores cursos de pós-graduação. Para aquele que não usa a instituição para sua formação vai gerar algum tipo de emprego, essa relação é imediata, principalmente na área da construção civil, ainda que seja por um tempo pequeno, gera repasse para economia local. No laboratório de técnica de reciclagem, por exemplo, todos serão beneficiados ao termos opções para o lixo que hoje contamina o meio ambiente.

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