Livrar o Paraná da velharada decadente
A FOLHA se inspira muito na opinião, isenta, de seus leitores e leitoras. Não é sem razão, portanto, que vira e mexe, citamos críticas e sugestões levantadas nas colunas de opinião. O gerente administrativo Marcelo Guerchmann, de Londrina (Cartas 28/3 - ''Hodômetro inaugural''), faz as seguintes observações, com as quais certamente concordam centenas de paranaenses.
''Inauguração de obras inacabadas, anúncio de verbas que nunca chegam - pelo menos não enxergamos nada de novo - e, agora, afirmam que 'reconstruíram a saúde no Paraná!' O Hospital da Zona Sul em mais uma inauguração não tinha raio-X funcionando e teve que fechar as portas. Ser londrinense parece que é viver um tormento eterno.''
No mesmo dia, outro leitor, um empresário também de Londrina, questiona a Igreja Católica. E uma professora questiona melhorias na segurança de um bairro, o local onde mora o prefeito. São nossos leitores, pessoas que acreditam na FOLHA. Nas enquetes, quase sempre opiniões seguras. O leitor de Maringá questiona o atraso na punição a um ex-secretário da Fazenda.
Muitas das respostas para a gente trabalhadora como esses leitores (graças a Deus inconformados) estão nas eleições. Claro que eleições são um caminho, às vezes tortuoso, quase sempre intrincado. Mas é o caminho lógico. Deixa de sê-lo quando o governo federal tenta ganhar no grito, como parece iminente. Mas que culpa tem a democracia se não há oposição e a Justiça eleitoral é tímida?
Cuidemos, então, pelo menos do Paraná. Primeira missão (nada impossível): aposentar os políticos de profissão (que saem do Governo para mamar nas tetas do Senado, e depois tentam fazer o caminho de volta para continuar às custas do dinheiro público). Sugerimos, dias atrás, que as próximas eleições têm que ser profiláticas, saneadoras, ignorar velhos políticos, aqueles dos discursos cheios das coisas. Que acham que isso basta para ganhar seu voto e então passam o tempo todo expelindo frases nada a ver. Enfim é preciso livrar o Paraná no raposismo e da velharada. O (e)leitor deve pensar nisso.





