Curitiba - A Larami Diversões e Entretenimentos pode continuar a explorar o serviço de videoloteria no Estado, até julgamento do recurso apresentado pelo governo do Estado. O presidente do Tribunal de Alçada, juiz Clayton Camargo, suspendeu ontem os efeitos da liminar concedida à empresa Gtech na segunda-feira. A liminar anulava o edital de licitação da videoloteria feito pelo Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) e com isso, o contrato da Larami, empresa que venceu a licitação em setembro do ano passado, ficava suspenso.
O recurso precisa ainda ser julgado pelos juízes do Tribunal de Alçada. O juiz Camargo considerou que se a liminar fosse executada, causaria grandes perdas aos cofres estaduais. A liminar havia sido concedida pelo juiz da 2 Vara da Fazenda Pública, Luiz Osório Moraes Panza, à Gtech, que afirmou que o edital tinha irregularidades. A Gtech explorou o serviço de videoloteria por quatro anos no Paraná. A empresa nem participou da concorrência do ano passado alegando que discordava de alguns pontos.
Atualmente há cerca de 600 máquinas de videoloteria no Estado, que rendem até R$ 597 mil mensais. No requerimento apresentado ao tribunal, o governo alegou que a execução da liminar poderia gerar graves transtornos em alguns projetos mantidos com o dinheiro arrecadado. O juiz acatou o argumento, mas para a liminar ser cassada é preciso julgamento do recurso. Depois, o juiz da 2 Vara ainda precisa julgar o mérito da ação.

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