Liga contra o câncer
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de julho de 2002
José Fiori 
No complexo universo da filantropia no Brasil, a instituição Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC) consta da lista com as 430 melhores entidades sociais atuantes no país. Os nomes das instituições, escolhidas conforme critérios apresentados por especialistas, foram divulgados no ''Guia para fazer o bem'', em edição especial da revista Veja.
O guia informa sobre o Hospital Erasto Gaertner (HEG), entidade da LPCC, especializado em oncologia, e que dispõe de um abrigo para pacientes, com atividades recreativas e educativas. Hospital-escola e centro de referência, o HEG realiza, anualmente, cerca de 129 mil atendimentos (10 mil pacientes novos), 532 mil procedimentos médicos (24 mil consultas) e 7 mil internamentos.
Outros números: 146 mil aplicações de radioterapia, 36 mil doses de quimioterapia, 6 mil cirurgias, 85 mil sessões de fisioterapia, 146 mil exames clínicos, 6 mil exames de tomografia computadorizada, 15 mil exames de radiologia.
Entre as mulheres, a maior incidência de câncer é o de mama (24,8%), colo de útero (24,4%), pele (13,2%), cólon e reto (4,1%), corpo do útero (3,2%), estômago (2,6%), ovário (2,6%) brônquios e pulmões (2,5%), esôfago (2,3%). No sexo masculino, a maior incidência é o câncer de pele (18,0%), esôfago (8,2%), próstata (8,2%), brônquios e pulmões (7,8%), estômago (7,6%), boca (7,1%), cólon e reto (5,6%), laringe (4,5%).
A publicação ''Estimativas da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil em 2002'', elaborada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima que serão registrados, este ano, 337.535 novos casos de câncer, sendo 165.895 entre homens e 171.640 entre mulheres. Em 2002, o câncer de pele não-melanoma deve ter a maior incidência, com 62.190 novos casos. Este ano, a doença deve causar 122.600 mortes no Brasil, sendo 66.060 de homens e 56.540 de mulheres. O câncer figura como a terceira principal causa de morte no país (12,32% do total dos óbitos), superado apenas pelas doenças cardiovasculares e causas externas (acidentes de trânsito somados à violência urbana).
Considerando ambos os sexos, o câncer de pulmão deve registrar o maior índice de mortalidade (15.955 óbitos). Os homens são as maiores vítimas desta doença: o estudo prevê 11.200 óbitos. Na população feminina, o câncer de mama é o tipo com maior índice de mortalidade, com uma previsão de 9.115 mortes. O custeio do tratamento de oncologia pelo SUS vem aumentando. Em 1995, foram aplicados R$ 336,6 milhões. No ano passado, R$ 662,3 milhões. Desse total, R$ 465,9 milhões para gastos com quimioterapia; R$ 102,6 milhões para cirurgias oncológicas; e R$ 93,8 milhões para radioterapia.
Com a criação do Projeto Expande, estão sendo investidos R$ 44 milhões para criação de 20 centros de alta complexidade em oncologia. A estratégia vai beneficiar cerca de 14 milhões de brasileiros em todo o país. Destaque também para o Programa Viva Mulher, já implantado nas 27 unidades da federação, com o objetivo de reduzir a mortalidade por câncer do colo uterino e de mama. Entre janeiro de 1999 e dezembro de 2002, foram aplicados R$ 135,3 milhões nesta área. Este ano, durante a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Colo Uterino, coordenada pelo Viva Mulher, foram examinadas mais de 3,7 milhões de mulheres, ultrapassando a meta inicial de 3,2 milhões de exames. O número também foi superior ao da última mobilização, realizada em 1998: 3,1 milhões de mulheres.
JOSÉ FIORI é jornalista em Curitiba


