Curitiba - Uma rebelião no 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), culminou com a promessa de transferir oito presos – uma das exigências dos amotinados para liberar dois presos mantidos reféns. A rebelião começou por volta das 15 horas. A Rone (Ronda Extensiva de Natureza Especial), da Polícia Militar, e o Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), da Polícia Civil, além do 13º Batalhão, foram reforçar a segurança no local.

Os líderes do motim, um grupo de presos que havia sido transferido do 7º Distrito (Vila Hauer) para o 11º, reivindicava a transferência de presos condenados, visitas a cada 15 dias (são mensais), além de roupas e comida trazidas pelas famílias.
O delegado disse que os presos queriam visitas íntimas, o que, segundo ele, não é possível. A remoção dos oito presos – cujos nomes não serão divulgados por questões de segurança – estava prevista para a noite de ontem. O delegado também alegou questão de segurança para não revelar o destino dos presos. Segundo ele, alguns presos que estão no 11º Distrito são condenados, mas a execução da sentença ainda não saiu.
A delegacia tem capacidade para 40 detentos (são 12 celas), mas abriga 75 pessoas. O delegado admitiu que a superlotação ocorre porque não há estrutura para abrigar todos os detentos.
Ontem à noite seria feita perícia técnica para avaliar os danos causados com a rebelião. ‘‘Eles vão ter que responder pelos danos causados’’, avisou o delegado. Os cadeados das celas foram quebrados durante a tarde, mas os detentos ficaram dentro da carceragem. Os presos jogaram comida para fora das celas.
A polícia acreditava, de início, que eram quatro reféns. O delegado disse que apenas dois eram reféns, os outros dois eram ‘‘olheiros’’. Durante a negociação com o delegado, os líderes do motim tinham estoques nas mãos e pediam a presença da imprensa. Alguns estavam com as mãos sujas de sangue, mas, até o fechamento desta edição, a polícia não havia feito uma avaliação dos feridos.
‘‘Eles querem tumultuar. O certo seria não negociar com presos, mas o problema é o risco de morte’’, declarou Rehbein. A última rebelião no 11º Distrito foi em agosto do ano passado, quando foram transferidos 21 presos dos 140 que estavam no local.

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