Líderes comunitários do Rio temem traficantes
Rio - O assassinato do vice-presidente da Associação de Moradores do Morro da Serrinha, Antônio Carlos Soares de Araújo, por traficantes da favela, há uma semana, deixou os líderes comunitários apreensivos. Um relatório da Comissão contra a Impunidade da Assembléia Legislativa do Rio também virou motivo de preocupação: os números mostram que, nos últimos dez anos, 130 líderes foram mortos, 350 foram expulsos das associações ou da comunidade pelos bandidos e 450 foram cooptados pelas quadrilhas.
Segundo o deputado Carlos Minc (PT), presidente da comissão, é cada vez menor o número de lideranças que levantam a voz contra os traficantes. ''Anos atrás, conheci dezenas de líderes progressistas, de esquerda'', disse. ''Hoje são só um ou dois. As pessoas estão encolhidas, agem conforme a lei do silêncio. Isso é muito grave, porque as associações fazem o contraponto ao poder do tráfico.''





